Milho sobe forte com oferta restrita

O atraso no plantio de milho nos Estados Unidos, por causa do excesso de chuvas, aumenta a incerteza sobre o abastecimento no país e ontem voltou a impulsionar os preços. O contrato do cereal para entrega em julho subiu 4,10%, para US$ 7,4975 por bushel. A forte demanda deve fazer com que os estoques americanos no fim da temporada sejam os menores em 15 anos. Portanto, se a colheita prevista para setembro também demorar, pode faltar milho no mercado. Esse cenário tende a valorizar também o trigo e a soja, que subiram 6,94% e 2,87%, respectivamente.

Filipe Domingues, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2011 | 00h00

A maioria das commodities subiu ontem, recuperando-se parcialmente das perdas expressivas registradas neste mês - o índice CRB, que representa uma cesta de metais, produtos agrícolas e de energia, ainda acumula queda de 7% em maio. Em Nova York, o açúcar avançou 4,20%, o café subiu 1,48% e o algodão, 3,11%.

Se a economia global apresentar crescimento razoável, as commodities podem retomar o patamar anterior. O banco britânico Barclays Capital, por exemplo, projeta cenário de recuperação. O diretor Kevin Norrish afirmou à agência Dow Jones que a apreciação das commodities desde 2009 ainda está no começo. Os preços avançam no longo prazo e, embora tenham caído 10% a partir do pico mais recente (fim de abril), estão cerca de 80% mais altos do que em janeiro de 2009.

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