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Milionário é acusado nos EUA de fraude no mercado financeiro

Raj Rajaratnam e outros cinco investidores usavam informações privilegiadas em negociações de ações na bolsa

Efe,

17 de outubro de 2009 | 13h49

O milionário Raj Rajaratnam, um dos homens mais ricos dos Estados Unidos, foi detido e acusado junto com outros cinco investidores de ganhar mais de US$ 20 milhões ilegalmente com investimentos nos quais usavam informação privilegiada, informou hoje a Procuradoria federal em Manhattan.

 

Rajaratnam, de 52 anos e nativo do Sri Lanka, administra os fundos de investimento de alto risco Galleon Management e Galleon Technology Offshore. Neste ano, ele apareceu no 236º lugar na lista dos 400 americanos mais ricos da revista "Forbes", com uma fortuna avaliada em US$ 1,5 bilhão.

 

Também estão supostamente envolvidos na trama Danielle Chiesi e Mark Kurland, que trabalham para o New Castle Funds, entidade que esteve vinculada ao Bear Stearns Asset Management, e Rajiv Goel, executivo da Intel Capital, divisão de investimentos da Intel. Os outros acusados são Anil Kumar, executivo da empresa de consultoria financeira McKinsey & Company, e Robert Moffat, diretor da IBM, explicou a Procuradoria em comunicado de imprensa.

 

O escritório dirigido pelo procurador Preet Bharara ressaltou que este é o maior caso de uso de informação privilegiada protagonizado até agora por um fundo de alto risco. Além disso, esta é a primeira vez em que grampos telefônicos com autorização judicial foram utilizados para investigar um assunto desta natureza.

 

As autoridades federais acusam os envolvidos de obter lucros negociando ações de companhias que cotam na bolsa, como Google, a cadeia de hotéis Hilton, AMD e Sun Microsystems, entre outras, após conseguir informações de funcionários de empresas e entidades financeiras relativas a previsões de lucro, fusões e aquisições.

 

Como resultado do uso ilegal dessa informação, Rajaratnam, Kurland, Chiesi e outros investidores ganharam milhões de dólares para suas contas bancárias pessoais e para os fundos que operavam. Além disso, pagavam seus informantes com investimentos vantajosos nessas empresas.

 

As autoridades federais interceptaram conversas telefônicas entre os acusados e obtiveram gravações depois de um acordo com um indivíduo conhecedor dessas atividades e que topou colaborar com a investigação. Essa testemunha contou, por exemplo, que um analista da agência Moody's disse em 2 de julho de 2007 que a cadeia Hilton passaria para mãos privadas, o que levou ao conhecimento de Rajaratnam. Com base nessa informação, a Galleon adquiriu centenas de milhares de ações da companhia, conseguindo lucros de US$ 4 milhões.

 

Os acusados podem ser condenados a até 20 anos de prisão pelo crime de transações fraudulentas de ativos financeiros e a pagar multas milionárias.

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