Militantes nigerianos preparam ataque a petrolífera--fontes

Grupos armados no sul da Nigéria, regiãoprodutora de petróleo, estão reunindo armamentos e suprimentospara um grande ataque a uma instalação petrolífera no oitavomaior exportador mundial de petróleo, afirmaram fontes demilícias e da área de segurança do país na terça-feira. A ofensiva planejada pelos grupos insurgentes contra amaior indústria petroleira da África ocorre em resposta aoaumento de incursões militares nos esconderijos das milícias naregião e após o fracasso de uma tentativa de paz por parte dogoverno. A brasileira Petrobras desenvolve desde 1998 atividades deexploração nas águas profundas do delta do rio Níger e prevê,para o segundo trimestre deste ano, o início da produção docampo gigante de Agbami. O campo, operado pela norte-americana Chevron-Texaco e comreservas totais que podem chegar a 1 bilhão de barris depetróleo, está localizado a 113 quilômetros da costa, na áreacentral do delta do rio Níger, e o investimento em seudesenvolvimento é de 6 bilhões de dólares. Procurada pela Reuters, a empresa brasileira afastoutemores com a violência na região, justificando que por não teriniciado a produção, não teria sentido ser alvo de ataques. "Estamos só no mar por enquanto, com uma plataformaflutuante (FPSO), e não tivemos nenhum problema", afirmou àReuters um porta-voz da companhia. De acordo com Jonjon Oyeinfie, membro de um comitêrepresentativo das milícias que discutia com o governo umacordo para encerrar a crise do delta do rio Níger, o ataquepoderia ocorrer na área que reúne o maior complexo exportador. "Pode ocorrer um grande ataque em uma instalaçãopetrolífera no Estado de Rivers", disse Oyeinfie, ex-líder doIjaw Youth Council, grupo de defesa dos direitos étnicos. O Estado de Rivers abriga o maior complexo de exportação depetróleo e gás da Nigéria, assim como centenas de campos depetróleo e dutos. Ele acusou os militares de alimentarem as tensões nosriachos em torno da capital de Rivers, Port Harcourt, e disseque os grupos armados haviam perdido a fé no governo apósrepetidos ataques do exército. Os ataques de militantes e os sequestros ocorridos nosúltimos dois anos diminuíram em um quinto a capacidadeprodutiva de petróleo da Nigéria, expulsando milhares detrabalhadores estrangeiros, fechando duas refinarias,enfraquecendo o fornecimento de energia e atingindo osinvestimentos. Consultores de segurança a serviço das multinacionaispetroleiras disseram ter descoberto um plano de um ataque àindústria no Estado de Rivers dentro de alguns dias. (Reportagem de Helen Popper e Denise Luna; Edição de CamilaMoreira)

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