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Mille e Gol disputam a preferência popular

Por ser o carro mais barato do mercado e manter praticamente o mesmo design de seu lançamento, em 1984, o Fiat Uno (hoje chamado apenas de Mille), é um candidato a sucessor do Fusca, na visão de Vitor Meizikas, analista da Molicar. O Gol, lançado pela Volks em 1980, herdou a fama de resistente, mas o preço está acima de outros populares. E a versão atual é muito diferente da primeira, cujo design era mais quadrado. Em 27 anos, foram produzidos mais de 4 milhões de modelos Gol no País.O New Beetle, versão produzida apenas no México, foi uma tentativa da Volks de oferecer aos apaixonados pelo Fusca um carro mais moderno. Lançado em 1998, o modelo tinhas preço salgado inicialmente. Com a valorização do real, a montadora consegue oferecê-lo agora por R$ 48,1 mil e as revendas têm até fila de espera. Em nove anos, porém, foram vendidas 2.670 unidades do modelo.''''É o sonho de qualquer fabricante criar um substituto para o Fusca'''', diz Luiz Carlos Augusto, diretor de Vendas e Marketing da Jato. Hoje, a visão do consumidor é muito diferente. ''''As pessoas querem um carro pequeno, mas com conforto''''. O Fusca é difícil de dirigir, pois o piloto não tem visão do pára-lama e estacionar é um suplício.Para Meizikas, ''''é um carro com carisma, mas para uso no dia a dia não presta, é uma carroça.'''' Apesar da crítica, ele reconhece que o modelo é muito valorizado, principalmente pelo saudosismo do mercado.Pesquisa feita pela Molicar mostra que um modelo 1994, cotado em julho de 2004 em R$ 6,5 mil, hoje é vendido por R$ 7,6 mil, uma valorização de 17%. Se a comparação for com o preço de sete anos atrás, a valorização chega a 35%. A versão de 1975 é oferecida a R$ 2.780 hoje, 3% mais que o preço de 2004 e 11% a mais que o de 2000.O Fusca é o quinto colocado entre os usados que mais trocam de proprietário no Brasil, afirma Augusto. Pontos negativos são o alto custo do seguro (quase nenhuma seguradora aceita) e o elevado índice de roubo. Entre os atrativos estão a oferta abundante de peças, o baixo custo de manutenção e as alternativas para manter o Fusca rodando.''''Há alguns dias o cabo do acelerador quebrou quando eu voltava do trabalho para casa e eu calcei a peça com uma chave de fenda e fui embora'''', conta Roberto Rios, de 64 anos, um aposentado que segue trabalhando como supervisor de obras e tem um modelo 1978, verde claro. Para ele, outra vantagem é ''''ficar camuflado.'''' Rios conta que, nos semáforos, ninguém coloca sacos com balas no retrovisor e nem faz malabarismos para ganhar trocados. ''''Quando vêem um Fusquinha, eles desviam.''''

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