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Minas negocia troca do Itaú pelo BB

Folha salarial de 562 mil servidores é de R$ 700 milhões por mês

Eduardo Kattah, O Estadao de S.Paulo

03 de outubro de 2007 | 00h00

O governo de Minas iniciou negociações para a contratação do Banco do Brasil para processamento da folha de pagamento dos servidores ativos, inativos e pensionistas dos três poderes do Estado. No último dia 26, o governador Aécio Neves enviou ofício ao Banco Itaú, informando sobre a intenção do Estado de promover o rompimento do contrato referente à folha salarial de 562 mil servidores. Pelas estimativas, está em jogo uma conta de pelo menos R$ 700 milhões mensais em pagamentos aos servidores estaduais. A troca é considerada mais vantajosa economicamente pela administração estadual.De acordo com o Palácio da Liberdade, o eventual contrato com o Banco do Brasil dispensa licitação, em razão de se tratar de uma instituição financeira pública. Informado sobre a intenção do governo mineiro, o presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, disse que ''''isso desestimula significativamente a participação nesses leilões de folhas de pagamento que estão ocorrendo no País inteiro''''.As negociações com o Itaú tiveram início em março. A administração da folha de pessoal do governo mineiro foi transferida para o banco privado após a desestatização das instituições financeiras estaduais (Bemge e Credireal), em setembro de 1998. O contrato de compra do Bemge previa a gestão da conta de salários dos servidores pelo Itaú durante cinco anos. Porém, antes do vencimento, em 2002, durante o governo Itamar Franco, o Estado fez a renovação automática até 2010. A prorrogação chegou a ser contestada pelo Ministério Público Estadual (MPE).O governo mineiro divulgou nota ontem informando que foi encerrada uma das fases, prevista na Lei Federal referente a Contratos Administrativos, para contratação do Banco do Brasil. Conforme administração estadual, não há qualquer alteração referente às atuais contas bancárias dos servidores estaduais mantidas junto ao Itaú até a conclusão das negociações.A expectativa é que o Banco Itaú mantenha a centralização dos demais pagamentos de tributos e impostos.

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