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Minas tenta garantir investimentos já anunciados

Temeroso dos efeitos da crise financeira internacional, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, multiplica os encontros com diretores de grandes companhias da União Européia para garantir que investimentos já anunciados em seu Estado não serão cancelados. A peregrinação teve início na quinta-feira e prosseguiu ontem, em Paris, primeira etapa de uma viagem que inclui também a Itália. Na França, o governador mineiro afirma ter confirmado investimentos de US$ 2 bilhões, anunciados pela Eurocopter e pela fabricante de tubos Vallourec & Mannesmann. A primeira das reuniões aconteceu na noite de quinta-feira, durante um jantar com o presidente do grupo aeronáutico EADS, holding que inclui companhias como Airbus e Eurocopter. Conforme Aécio Neves, Louis Gallois, diretor-presidente da empresa, garantiu que investimentos de US$ 625 milhões da Eurocopter na Helibras - sua subsidiária brasileira - serão efetivados. "O presidente Louis Gallois confirmou que investirá na fábrica de Itajubá, onde serão construídos os 50 helicópteros de grande porte que serão comprados pelo governo federal", disse o governador. Esses helicópteros, modelo Super Cougar EC 725, serão usados pela Aeronáutica, Exército e Marinha brasileiros. O valor do negócio da EADS com o governo brasileiro é estimado em US$ 1 bilhão.Na manhã de ontem, a confirmação dos investimentos veio da siderúrgica Vallourec & Mannesmann. Além dos R$ 500 milhões já investidos, outros R$ 4 bilhões serão aplicados no Brasil para a construção de três plantas em Minas Gerais, de acordo com o governador. "Em uma hora de crise, quando vemos investimentos serem adiados, como já aconteceu com a Aracruz, confirmamos recursos importantes", comemorou. Na próxima etapa da viagem, Aécio pretende confirmar em Turim, na sede da Fiat, a transferência de parte das atividades do Centro Tecnológico da empresa para Betim, onde deverão trabalhar 300 engenheiros. "Vamos levar a inteligência da Fiat para Betim, onde se fará o planejamento de projetos não só para o Brasil, mas para o mundo. É importante porque a inteligência e o poder decisório da empresa vão para Minas", explicou, otimista. ''Já é uma realidade. Vamos a Turim para assinar." A operação brasileira da Fiat é a maior do grupo fora da Itália.MAL-ENTENDIDOPara Aécio Neves, o mal-estar causado por suas críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada, foi um mal-entendido já superado. Na quarta-feira da semana passada, o governador definiu o governo petista com "extremamente perdulário", durante uma reunião de seu partido. "Foi uma bobagem. Houve uma interpretação de partes de uma conversa na bancada, que tinha um objetivo construtivo. Foram trechos pinçados", sustentou, ontem, em Paris. "Minha relação com o presidente Lula continua muito boa."

Andrei Netto, O Estadao de S.Paulo

15 de novembro de 2008 | 00h00

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