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Minc defende fortalecimento da Petrobras

O ministro do Meio Ambiente,Carlos Minc, saiu em defesa do fortalecimento da Petrobrasnesta sexta-feira, em meio a um movimento contrário dentro dogoverno que pretende tirar da companhia os direitos sobre aexploração do pré-sal. Em evento de lançamento do Programa Ambiental da estatal,que destinará 500 milhões de reais até 2012 para apoiarprojetos do setor, Minc disse que a Petrobras faz asdescobertas e depois "todo mundo quer". "A Petrobras tem que ser fortalecida, não enfraquecida,qualquer medida para diminuir o escopo da Petrobras deve serrepensado, com cautela", afirmou o ministro antes de ganhar deGabrielli um colete ecológico para sua coleção. A posição de Minc vai contra a de alguns membros dogoverno, como o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, quedefende a criação da empresa, e do próprio presidente LuizInácio Lula da Silva, que já declarou que "o pré-sal não é daPetrobras". Lula criou uma comissão interministerial que tem até meadosde setembro para apresentar propostas para exploração da áreadescoberta no ano passado e que pode conter bilhões de barrisde óleo equivalente. Falando em seguida a Minc, Gabrielli destacou em discursoinflamado que antes de se discutir o que se fará com osrecursos do petróleo "é preciso discutir como o petróleo seráproduzido". Ele afirmou ainda que existe um limite para se tirarrecursos da indústria do petróleo, porque é necessário manter oritmo de investimentos para garantir a extração da commodity. Depois, em coletiva, Gabrielli afirmou que as declaraçõesse referiam "à indústria de maneira geral" e não eramrelacionadas às descobertas do pré-sal. "A Petrobras no ano passado, por exemplo, investiufortemente o valor adicionado dela no desenvolvimento, nacriação de infra-estrutura de produção, nas plataformas, nossistemas submersíveis, e o que restou para o acionista, sejaele governo ou privado, foi apenas 6 por cento", disse. Segundo ele, 94 por cento foram usados nos investimentos eno pagamento de impostos e participações governamentais. Na porta da estatal, sindicalistas aproveitavam o eventoque reunia autoridades para mobilizar os passantes na defesa dopetróleo nacional, retomando uma luta do final da década de1940, quando foi confirmada a existência de petróleo no país eprovocou a criação da Petrobras, em 1953. (Reportagem de Denise Luna)

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