Minc defende proibição de importação de pneu usado ao País

'O pneu usado é um pré-lixo e o ônus da destinação final dele é nosso', afirma ministro do Meio Ambiente

Felipe Recondo, de O Estado de S. Paulo,

27 de junho de 2008 | 15h30

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, defendeu a proibição da importação de pneus usados por empresas brasileiras. Minc participou da audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF), realizada nesta sexta-feira, 27, que discute a possibilidade da importação dos pneus para serem remodelados ou recauchutados por empresas brasileiras - tema objeto de uma ação do governo em tramitação no Supremo. "O pneu usado é um pré-lixo e o ônus da destinação final dele é nosso. E esses pneus vão para os lixões, são queimados, convertem-se em piscinas para os mosquitos da dengue", afirmou. "Esse é um dos raros casos em que há unanimidade dentro do governo", acrescentou. Minc afirmou que os ministérios da Saúde; do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e da Ciência e Tecnologia são contrários à liberação das importações de pneus. Além disso, ele lembrou que 30% desses pneus importados não servem nem mesmo para a remodelagem e reutilização. "Importar algo que não é factível de ser reaproveitado mais de uma vez e que ainda por cima gera rejeito que não é biodegradável e contamina o solo, o lençol freático e a atmosfera, parece não ser uma boa prática. Não tem economicidade, não tem sustentação ambiental nem sanitária", acrescentou. Os dados apresentados pelo ministro mostram que de 2002 a 2007, as empresas deveriam ter dado destinação correta a 2,665 milhões de toneladas de pneus usados, como determinam as resoluções de órgãos ambientais. Porém, nesse período, somente 1,141 milhão de toneladas teriam sido descartadas corretamente. "Estamos falando de 200 milhões de pneus que não tiveram a destinação adequada. Não estamos conseguindo que a regra seja respeitada", argumentou.

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