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Minc ressalta pontos positivos e negativos de mudança em Jirau

Proposta é de que construção da usina seja a nove quilômetros do local originalmente previsto no edital

Leonardo Goy, da Agência Estado,

11 de agosto de 2008 | 18h44

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta segunda-feira, 11, que a proposta de alteração do local de construção da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO), para um ponto situado a nove quilômetros do local originalmente previsto no edital tem pelo menos quatro impactos ambientais positivos e um negativo. Veja também:Ibama libera licença de instalação da usina de Santo Antonio Segundo Minc, é isso que foi identificado, até agora, pelos técnicos do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) que analisam a proposta, apresentada pelo consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersus), liderado pela Suez Energia e vencedor da leilão de licitação da usina. Os quatro pontos positivos, segundo Minc, são: 1) melhores condições de combate à malária na região da hidrelétrica, 2) melhor administração dos sedimentos do rio, 3) redução do volume de rocha a ser escavado e 4) melhor preservação das espécies locais de peixes. Já o efeito negativo, disse o ministro, será o aumento da área a ser inundada: "Nossas equipes estão no terreno, querendo saber o que há nessa área adicional a ser alagada: se há muita ou pouca população, se há espécies (flora e fauna) de alto valor. Estamos mensurando o tamanho do impacto negativo." O presidente do Ibama, Roberto Messias, disse que o fato de haver quatro pontos positivos e um negativo não significa, necessariamente, que o placar está 4 a 1 a favor da aprovação da mudança do local. Segundo Messias, é fundamental saber qual o tamanho do impacto negativo. "É como uma pessoa dizer que comeu um boi, e outra dizer que comeu três galinhas. Quem comeu apenas um boi comeu mais", comparou o presidente do Ibama. Minc afirmou que a resposta da área ambiental do governo sobre a proposta de mudança do local da usina será "em breve". O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, participam nesta terça-feira, às 11 horas, da cerimônia de assinatura do contrato de concessão de Jirau, no Rio Madeira, no Palácio do Planalto. A informação foi confirmada nesta segunda pelo Ministério de Minas e Energia. O projeto de Jirau foi leiloado em maio passado. O consórcio Energia Sustentável do Brasil, liderado pela Suez, venceu a disputa, mas gerou polêmica ao anunciar que construiria a usina em um local 9 quilômetros distante do que estava previsto no edital. Em entrevista à Agência Estado na semana passada, o ministro Edison Lobão disse que o mais importante para o governo no tocante à usina hidrelétrica de Jirau não é em qual ponto do Rio Madeira ela será construída, mas sim se ela vai gerar a energia combinada, no prazo e com preço acertados.

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