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Mineradora Rio Tinto reforça pedido contra oferta da BHP

Na quarta-feira passada, a BHP disse que ofereceria 3,4 ações por papel da concorrente

Fabiana Holtz da Agência Estado, Agencia Estado

11 de fevereiro de 2008 | 10h38

A mineradora anglo-australiana Rio Tinto enviou ontem uma carta a seus acionistas reiterando a recomendação para que rejeitem a oferta de compra da rival BHP Billiton. Em um comunicado separado, o grupo também informou novidades sobre o projeto em Simandou, na Guiné, e que as primeiras dez locomotivas para atualização de sua infra-estrutura de transporte de minério de ferro chegaram em Damiper, na Austrália Ocidental. Essas locomotivas vão impulsionar de imediato sua capacidade de transporte ferroviário, após a início - antes do esperado - das atividades de mineração em Hope Downs, em novembro de 2007, explicou a companhia.Os anúncios sobre Simandou e da chegada de novas locomotivas fazem parte dos esforços da companhia para respaldar sua previsão de forte crescimento e sua defesa contra a investida da BHP. Em carta aos investidores, o presidente da Rio Tinto, Paul Skinner, repetiu que o conselho da mineradora concluiu que a proposta da BHP "ainda subavalia significativamente" a empresa. "A oferta da BHP, apesar de melhorada, ainda falha em reconhecer o valor subjacente dos ativos de alta qualidade da Rio Tinto e seus prospectos", disse Skinner. "Nossos planos continuam os mesmos e vão permanecer assim a menos que seja feita uma proposta que reflita por completo o valor da Rio Tinto."Na quarta-feira passada, a BHP disse que ofereceria 3,4 ações por papel da concorrente. Em seu primeiro lance, em novembro, sua proposta foi feita na proporção de 3 por 1 ação da Rio Tinto. A mineradora tem dito com freqüência que a BHP está subestimando o valor e perspectiva de crescimento de seus ativos. Em recente anúncio, para deixar isso claro, o executivo-chefe (CEO) da Rio Tinto, Tom Albanese, disse que o grupo nomeou David Smith, atual diretor administrativo da divisão de ferro em Pilbara, como chefe do projeto de Simandou, na Guiné, no oeste da África."A importância estratégica de Simandou para a Rio Tinto não pode ser exagerada, devido ao tamanho e qualidade de seus depósitos e a oportunidade de mercado, mas sua importância para o povo de Guiné é ainda mais profunda", disse Albanese. Segundo a Rio Tinto, os estudos preliminares de viabilidade para o desenvolvimento da mina de 70 milhões de toneladas por ano em Simandou estão bem avançados. Isso a tornaria uma das maiores minas de minério de ferro do mundo. Além disso, o grupo tem planos de aumentar sua capacidade para 170 milhões de toneladas por ano no futuro. As informações são da Dow Jones.

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