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Mineradoras aprovam corte temporário de 40%, diz China

Mineradoras fecharam acordo com siderúrgicas chinesas para vender, temporariamente, minério de ferro com um desconto de 40% sobre os preços dos contratos de 2008/2009, informou hoje o secretário-geral da Associação Chinesa de Ferro e Aço (Cisa, na sigla em inglês), Shan Shanghua. Com isso, as mineradoras garantiriam certo volume de vendas enquanto continuam a negociar os preços para o próximo contrato, com vigência de 2009/2010.

ANA CONCEIÇÃO, Agencia Estado

27 de março de 2009 | 09h35

Embora Shan tenha se recusado a dizer sobre quais das três maiores mineradoras do mundo - a brasileira Vale e as anglo-australianas Rio Tinto e BHP Billiton - de fato aceitaram o acordo, um diretor da Cisa, Zou Jian, disse que a Vale teria concordado.

As siderúrgicas chinesas têm exigido que o preço do minério de ferro a ser praticado no contrato de 2009/2010 seja entre 30% e 50% menor que o do ano passado, de 2008/2009. De seu lado, as mineradoras resistem, mas duas delas já sinalizaram que podem aceitar tais cortes.

Shan afirmou que as siderúrgicas chinesas irão pagar 60% do preço especificado nos contratos do ano passado e irão liquidar a diferença nos contratos 2009/2010 apenas depois que o novo preço de referência for fechado. O acordo é retroativo a 1º de janeiro deste ano e efetivamente reduz os preços de referência do minério de ferro aos níveis de 2007.

Shan alertou que as negociações não terminaram. "Ainda haverá o reembolso de qualquer montante pendente quando o preço for finalizado e isso não significa que as empresas aceitaram o dia 1º de janeiro como a data de início oficial dos novos contratos", afirmou.

O acordo para um corte temporário nos preços surge no momento em que fornecedores de minério de ferro recorrem cada vez mais ao mercado à vista. As mineradoras esperam que o aumento dos gastos da China como o pacote de infraestrutura anunciado recentemente restaure seu poder de barganha, ou pelo menos as salve de uma forte redução nos preços do minério. "Certamente precisamos reconhecer os fundamentos do mercado, e o mercado mostra que há de fato a necessidade de um ajuste para baixo", disse esta semana o chefe da divisão de minério da Rio Tinto, Sam Walsh. As informações são da Dow Jones.

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