Minério continuará dando suporte para ações da Vale e siderúrgicas

Expectativa em torno de um acordo comercial entre EUA e China também influencia a cotação da commodity

O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2019 | 07h26

A expectativa de que a oferta de minério de ferro no mercado global continue restrita no curto prazo deve continuar impulsionando o preço da commodity, assim como as ações da Vale e das siderúrgicas. Analistas já esperam que a cotação do minério possa chegar a US$ 100,00 a tonelada até o final do ano, ante o patamar US$ 90,00 alcançado nesta semana. 

 

O estrategista de pessoa física da Santander Corretora, Ricardo Peretti, explica que as ações da Vale devem seguir se valorizando, uma vez que os investidores assumem que o maior preço de minério de ferro irá compensar parcialmente a menor produção decorrente do acidente com a barragem da empresa em Brumadinho, em Minas Gerais.

Pedro Galdi, da Mirae Asset, afirma que as expectativas são de que, com o mercado apertado, o preço possa chegar próximo a US$ 100,00 a tonelada até o final deste ano. Outras siderúrgicas com grande exposição ao negócio de mineração, como CSN, também serão beneficiadas. Galdi explica que a sua produção, que além de atender suas necessidades em siderurgia, terá uma maior parcela de minério colocada no mercado internacional com preços elevados, ampliando sua geração operacional de caixa nos próximos trimestres.

“Para a Gerdau e Usiminas, que produzem praticamente suas necessidades, o efeito não será representativo no fluxo de caixa, mas o preço da ação pode continuar sendo influenciado pelo maior preço do minério de ferro”, afirma.

Galdi ressalta ainda que com o aumento da commodity as siderúrgicas no exterior tendem a ajustar preços, o que deixa o produto brasileiro mais barato e pode levar as brasileiras a fazer novos reajustes no mercado doméstico.

A expectativa em torno de um acordo comercial entre EUA e China também influencia a cotação do minério, lembra ainda o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos. 

Sabrina Cassiano, analista da Coinvalores, acrescenta que a demanda da China continua sólida, com as obras de infraestrutura e o setor de construção civil garantindo o bom desempenho a despeito da desaceleração da atividade. 

Para a semana, a Guide fez duas trocas na carteira. Saíram B2W ON e Petrobras PN e entraram Bradesco PN e Braskem PNA. Sobre o banco, a corretora diz que segue otimista com o avanço do lucro e expectativa de maior distribuição de dividendos nos próximos trimestres. A Guide também tem uma visão construtiva para a petroquímica, que tem conseguido melhorar suas margens e resultado operacional nos últimos trimestres. 

A Terra Investimentos tirou TIM ON do portfólio e incluiu BRMalls. Sobre a empresa de shoppings, a corretora destaca que a robustez de seus negócios permite maior poder de barganha para atrair varejistas e contratos de serviços terceirizados. A redução na alavancagem financeira e melhora da estrutura de capital também são pontos positivos. 

A Nova Futura manteve apenas Gerdau PN na carteira e incluiu Hypera ON, AES Tietê Unit, Telefônica Brasil PN (Vivo) e Weg ON. A Mirae Asset incluiu CCR ON e Itaú Unibanco PN no lugar de Rumo ON e Sanepar Unit. O banco digital Modalmais incluiu Cteep PN, Engie ON, Cosan PN e BB Seguridade ON. Já o Santander fez apenas uma mudança com a saída de Suzano ON e entrada de Vale ON.

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