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Minerva quer vender boi vivo para o Irã em 2019

Empresa pretende fortalecer a relação com o Irã, para onde já exportou carne bovina

O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2018 | 05h01

A Minerva Foods pretende fortalecer a relação com o Irã, para onde já exportou carne bovina, e o plano é começar a vender gado vivo ao país a partir do ano que vem. O presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, diz à coluna que os embarques de boi em pé representam 8% a 9% do faturamento da empresa. “A companhia trata a exportação de gado vivo como um nicho e entende que a atividade agrega valor para a empresa, por isso pretende avançar neste mercado, mas a proteína em si continuará sendo o foco”, afirma. No mês passado, a Organização Veterinária do Irã confirmou ao Departamento de Saúde Animal (DSA) do Brasil que o País está apto a exportar animais vivos aos iranianos. Fontes do setor afirmam que falta apenas estabelecer alguns protocolos quanto a regras para embarque. 

Como os turcos. A expectativa da companhia é de que os iranianos alcancem a mesma importância da Turquia para o setor de boi em pé no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira dos Exportadores de Animais Vivos (Abreav), os turcos respondem por mais de 80% dos embarques deste segmento no Brasil e a entidade espera que a receita com essas vendas chegue a US$ 700 milhões em 2018. 

Freio. Luiz Mendonça, presidente da Atvos, tem conversado com vários interessados em investimentos na companhia, uma das maiores do setor sucroenergético do País. Segundo ele, são estrangeiros que esperam a formação do novo governo e as primeiras diretrizes para prosseguirem nas negociações.

Acelerador. O executivo diz que a companhia ainda tem 15% de capacidade produtiva ociosa na indústria, um atrativo para interessados. Otimista em relação ao governo Jair Bolsonaro e à economia, avalia que, se houver uma melhora considerável no setor de açúcar e etanol, a empresa poderá captar recursos via abertura de capital, com negociação de ações na Bolsa. Mas isso é pauta para daqui dois ou três anos, se tudo der muito certo.

Três é demais. A ideia de produtores de Mato Grosso de contribuir para um novo fundo estadual destinado a financiar a Ferrogrão perdeu força no último mês. O Estado conta com dois fundos em moldes semelhantes, os “Fethab”, cujos recursos vão para obras de transporte e habitação, mas um deles, criado durante a gestão de Pedro Taques (PSDB), deveria ter fim em 31 de dezembro. O problema é que o governador eleito, Mauro Mendes (DEM), sinalizou que precisará do fundo para novas obras de infraestrutura, conta uma fonte. “O setor estava aceitando bem a ideia, mas três fundos ficaria pesado”, diz. 

No privado. Como a Ferrogrão levará grãos do Centro-Oeste a portos do Norte, agricultores discutem, como alternativa, estabelecer um fundo privado desvinculado do governo estadual, para o qual a contribuição seria voluntária, assim como o valor. Nesta proposta, um quarto do dinheiro dos fundos viria dos produtores, outros 25% de tradings e o restante de investidores nacionais e estrangeiros. A fonte espera uma decisão até fevereiro, antes da licitação da obra, prevista para o fim do primeiro semestre de 2019. 

Na estrada. O governo de Mato Grosso recebe até esta quarta-feira (21) propostas de interessados na concessão de 233 quilômetros de rodovias estaduais à iniciativa privada. Para potencializar o escoamento da produção agrícola, um terceiro lote de rodovias será leiloado. Nesta etapa está prevista a concessão da MT-246, MT-343, MT-358 e MT-480, que dão acesso aos municípios de Barra do Bugres, Nova Olímpia, Tangará da Serra e beneficiará a região Médio-Norte. O leilão está marcado para 30 de novembro, na B3.

Aportes. De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) de Mato Grosso, a previsão é receber investimento privado da ordem de R$ 740 milhões na prestação de serviços públicos de conservação, recuperação, manutenção e melhorias das rodovias por 30 anos.

Agora vai? O juiz Héber Mendes Batista, de Ribeirão Preto (SP), responsável pelo processo de falência da Nilza, assumiu a venda do terreno e da unidade fabril da indústria que já foi uma das maiores produtoras de leite longa vida do País. Após tentativas fracassadas de leilões presenciais e virtuais, ele designou a venda das propriedades e receberá propostas até 15 de março de 2019. No último leilão, o terreno estava avaliado em R$ 9,7 milhões e a unidade industrial em R$ 40,6 milhões, mas lances mínimos não chegaram à metade dos valores.

Mudança. No ano que vem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) mudará sua sede de São Paulo para Brasília. O escritório paulista continuará ativo para reuniões, mas a ideia é reforçar a atuação institucional na capital federal. 

COLABOROU NAYARA FIGUEIREDO

 

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