Marcelo Camargo/Agência Brasil
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'Minha antipatia pelo governo é menor do que a minha responsabilidade com a reforma', diz Ramos

O presidente da Comissão Especial da Câmara quer que projeto seja aprovado pelo colegiado ainda no primeiro semestre

Mariana Haubert, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2019 | 16h18

BRASÍLIA - O presidente da Comissão Especial da Câmara que vai analisar a proposta de reforma da Previdência, Marcelo Ramos (PR-AM), afirmou que, embora não tenha simpatia pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, vai trabalhar para que o projeto seja aprovado pelo colegiado ainda no primeiro semestre.

"A minha antipatia pelo governo é menor do que a minha responsabilidade com a reforma. Não vou deixar milhões de brasileiros em necessidade. Todos sabem que eu não tenho simpatia por esse governo. Basta ver meu posicionamento", disse.

Ramos afirmou que as mudanças no texto original enviado pelo governo são inevitáveis porque parte dos partidos já decidiu pela retirada dos pontos que tratam da aposentadoria rural, do benefício pago a idosos de baixa renda (BPC) e a aposentadoria de professores. Ele ressaltou, no entanto, que é importante que a reforma desidrate "o mínimo possível".

De acordo com o deputado, as emendas dos parlamentares só poderão ser apresentadas a partir de 7 de maio e o cronograma a ser proposto será pela votação da proposta ainda no primeiro semestre.

O deputado afirmou ainda não saber quando as audiências públicas poderão ser realizadas no colegiado, mas disse considerar a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes, essencial. "É mais importante que ele venha aqui do que na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) porque vamos discutir o mérito e precisamos ter informações", afirmou.

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