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''Minha Casa'' chega à Nossa Caixa

Banco analisa três empreendimentos que preveem a construção de 1.030 unidades no Estado de São Paulo

Paulo Justus, O Estadao de S.Paulo

23 de maio de 2009 | 00h00

Desde o lançamento do programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida", no final de março, o banco Nossa Caixa já recebeu três empreendimentos imobiliários no Estado de São Paulo. Os projetos preveem a construção de 1.030 imóveis na capital, em Campinas e em Sorocaba e estão em fase de análise. A instituição tem 70 dias para avaliar os empreendimentos de acordo com as exigências do programa habitacional do governo federal. A análise inclui a verificação dos projetos técnicos, a viabilidade das construções, a adequação dos preços de venda e o atendimento à legislação vigente.Se os empreendimentos estiverem adequados, as construtoras já podem iniciar as obras. "A aprovação dos primeiros projetos deve sair em julho", diz o diretor de produtos da Nossa Caixa, Gueitiro Matsuo Genso. A Nossa Caixa tem uma linha de crédito de R$ 300 milhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para 2009. Esses três primeiros projetos podem consumir até R$ 99,5 milhões dessa linha.Na capital paulista, o projeto submetido à Nossa Caixa pela construtora OAS Empreendimentos prevê a construção de 299 apartamentos na zona oeste. São imóveis de dois e três dormitórios, com preços de R$ 86 mil a R$ 100 mil. Em Sorocaba, a Caruso pretende construir 191 casas com dois ou três dormitórios e preços de R$ 74 mil a R$ 93 mil. A construtora Sergus encaixou nas exigências do "Minha Casa, Minha Vida" um projeto de 540 apartamentos em Campinas. Os imóveis, de dois e três dormitórios devem ser vendidos por R$ 100 mil e R$ 125 mil,respectivamente. O planejamento começou há dois anos e buscava atender os requisitos de outro financiamento com recursos do FGTS."Devemos concluir a construção de dois condomínios no primeiro ano e dos outros dois no segundo", diz o diretor da Sergus, Luiz Cláudio Baccin. Segundo ele, a construtora tem outros dois emprendimentos em fase final, que se adequam ao novo financiamento do governo. Os imóveis em análise na Nossa Caixa são destinados para famílias com renda de três a dez salários mínimos (R$ 1.395,00 a R$ 4.650,00), segmento em que o "Minha Casa, Minha Vida" permite a atuação de outros bancos. Para famílias que ganham de 0 a 3 mínimos, o financiamento é somente feito através da Caixa. Atualmente tramita no Congresso uma Medida Provisória que estende a outros bancos a atuação nesse segmento de renda baixa. A taxa de juros do programa varia de 5% a 8,16% ao ano, de acordo com a renda familiar. Para cotistas do FGTS há pelo menos três anos, está prevista uma redução de 0,5 ponto porcentual na taxa de juros.

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