Minha casa, minha vida em Nova York

Empresa de pesquisa de mercado diz que brasileiros são responsáveis por 10% das  compras de imóveis em algumas imobiliárias americanas

Pedro Sibahi, especial para o Estadão,

04 de novembro de 2013 | 14h53

 SÃO PAULO - O mercado imobiliário dos Estados Unidos continua atrativo para compradores estrangeiros, e os brasileiros já representam dez por cento dos clientes em algumas imobiliárias em Nova York.

A cada dez negócios fechados na cidade norte americana, um é realizado por brasileiros segundo a empresa Hibou, especializada em pesquisa de mercado e monitoramento.

 

De acordo com Lígia Mello, responsável da Hibou pelo acompanhamento do mercado imobiliário no exterior, essa tendência foi verificada no início do ano, após um aumento de 21% em relação a 2012.

Preços. Segundo relatório da imobiliária norte americana Corcoran, o valor dos imóveis em Nova York aumentou 12% no terceiro trimestre de 2013, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Atualmente, o preço médio na cidade é de US$ 13.000 pelo metro quadrado.

 

De acordo com Frederico Gouveia, corretor da Corcoran, são três perfis predominantes de compradores: Família com filhos chegando em idade adolescente e com planos de fazer faculdade em Nova York, casais aposentados que visitam a cidade com frequência e empresários que viajam muito a negócios. Uma outra categoria é a de investidores que apostam na valorização dos imóveis a médio e longo prazos.

De acordo com Ligia Mello, o perfil do brasileiro que compra imóveis em Nova York amadureceu nos últimos meses. É quase sempre homem (70% dos compradores), solteiro ou divorciado, entre 30 e 45 anos. Em geral são sócios de empresas do mercado digital, investidores ou executivos.

 

Vantagens. Para Alessandro Francisco, professor de pós graduação em negócios imobiliários da FAAP, se o imóvel for para uso pessoal, este é um bom momento para comprar, pois a economia está reaquecendo, os preços estão baixos e o dólar estável. Já em caso de investimento, ele avalia que "é possível ter resultado a longo prazo".

 

Francisco lembra a necessidade de contabilizar gastos como o custo da transação, impostos, manutenção e depreciação. Ele acrescenta que é importante estar atento para a facilidade de alugar ou revender o imóvel, além da influência que este pode sofrer com a oscilação do preço de mercado.

 

"Nova Iorque, apesar da crise de 2008, não teve variações tão bruscas de preço. Isso porque ao lado de Londres, Cingapura e Hong Kong, é considerada uma metrópole global, um porto seguro para investidores internacionais", diz Ligia

 

Opções. Em Nova York, cerca de 70% dos apartamentos não são propriamente comprados pelo interessado, especialmente no caso de imóveis construídos no período anterior às grandes guerras. Os empreendimentos são chamados de cooperativas, pelos qual a pessoa adquire ações da empresa que é dona do prédio, sendo que o número de ações é proporcional ao tamanho do apartamento. Nesses casos, é preciso passar por uma seleção feita pelos futuros vizinhos, o que inclui análises de crédito, liquidez e antecedentes.

 

Assim, os principais alvos de negociação para estrangeiros são os condomínios, disputados entre moradores do próprio país e do Canadá, Brasil, Europa, além de chineses, russos, japoneses e outros cidadãos latino-americanos.

A terceira opção é a das unidades em hotéis, que costumam atrair os investidores de mais alto padrão. "Eles buscam atrelar sua compra a marcas fortes de hotelaria, que possuem um bom retorno", explica Ligia. Alguns exemplos são o Trump International Hotel and Tower no Central Prak, Trump Soho, Essex House e o Lombardy Hotel.

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