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'Minha Casa' terá cartão para compra de eletrodomésticos

Modelo em estudo pelo governo prevê limite de gastos e uma lista de quatro produtos, que deve incluir fogão e geladeira

ADRIANA FERNANDES, JOÃO VILLAVERDE / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2013 | 02h06

Quem comprar uma casa própria no programa Minha Casa, Minha Vida deve receber um cartão magnético, com limite definido, para financiar a compra de eletrodomésticos básicos. O governo estuda estabelecer uma lista, possivelmente de quatro produtos, entre eles geladeira e fogão, com especificações mínimas e preço máximo para a compra do bem com recursos subsidiados pelo Tesouro Nacional.

Segundo fontes, o desenho do programa será discutido hoje em reunião com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e representantes dos ministérios da Fazenda e das Cidades. Um esboço que sairá dessa reunião será levado à presidente Dilma Rousseff. O governo deve estabelecer uma taxa de juros de 5% ao ano para o financiamento dos produtos. A diferença entre a taxa, que representa juros reais negativos, e os custos de mercado será financiada pelos cofres da União.

A fixação de um preço máximo para o eletrodoméstico que será adquirido servirá para evitar que, diante de uma demanda nova - ainda há 2,2 milhões de moradias para serem entregues até o fim de dezembro de 2014, dos quais 1,2 milhão já estão contratadas - os fabricantes fiquem "tentados" a elevar preços, segundo informou um integrante da equipe econômica.

O governo trabalha para turbinar o Minha Casa, Minha Vida ainda neste semestre. O risco de uma alta de preços dos eletrodomésticos e móveis por causa da abertura das linhas de crédito especiais é uma preocupação da área econômica, que procura definir uma modelagem financeira que evite distorções de preços no mercado.

Não será a primeira benesse adicional do MCMV. A presidente Dilma Rousseff já prometeu melhorar a qualidade dos imóveis, instalando pisos de madeira, por exemplo. A intenção do governo, segundo um interlocutor da presidente, seria aprimorar constantemente o programa. Responsável por mais de 1,4 milhão de empregos, o MCMV também deve ajudar a puxar votos.

Lista. Os técnicos discutem ainda se haverá uma lista única para todas as faixas de renda do programa ou se, eventualmente, produzirão um rol de escolhas, com produtos e preços, para cada faixa de renda. Apenas a faixa 1, que agrega mutuários com renda mensal de até R$ 1,6 mil, representa cerca de 60% de todas as moradias já entregues pelo governo.

Segundo as fontes, o estoque da indústria e sua capacidade de atender o aumento da demanda estão em análise pelo governo, que avalia como fundamental uma negociação para evitar riscos no modelo. Por isso a cautela do governo em fazer o anúncio do programa.

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