Mínimo explica queda da popularidade de Lula, diz Belluzzo

A fixação do salário mínimo, sempre abaixo do pretendido pelos trabalhadores e aposentados, é uma das causas da queda da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme a explicação do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, em entrevista ao programa Conta Corrente, da Globo News. "Em todos os momentos em que o salário é negociado há uma queda de popularidade do presidente e do seu governo. Contudo, ele disse ser possível que o presidente recupere os pontos que perdeu na recente pesquisa-Sensus-CNT, desde que a economia e o emprego cresçam nos próximos meses.Neste sentido, Belluzzo citou como um dos sinais favoráveis o desempenho da balança comercial, que pode registrar um superávit de 27 ou 28 bilhões de dólares este ano. "Nós temos a agradável surpresa de notar que, não apenas os produtos primários, mas também os manufaturados estão crescendo a uma taxa bastante expressiva. Está melhorando, de fato, a situação externa do Brasil, mas o investimento externo direto está caindo e essa emissão (de títulos) do governo, a primeira desde 1994, com parte dos juros pré-fixada, o que revela uma certa cautela por parte dos investidores." O economista citou também como bastante favorável o fato de o setor privado estar se ?desendividando? rapidamente. Juros do Fed"De qualquer maneira prosseguiu Belluzzo , nós estamos vivendo um momento favorável e o único risco que existe é da taxa de juros americana, que parece que não é tão eminente, até porque os dados sobre a inflação americana apontam para um arrefecimento na pressão das commodities e uma queda nos preços dos produtos importados. Então, acho que nós teremos um segundo semestre favorável, que poderia até permitir que a redução da taxa de juros fosse um pouco mais rápida."Postura do Banco CentralSobre a possibilidade de uma queda na taxa Selic, Belluzzo acha que o Banco Central, a julgar pelos antecedentes, vai ser muito cauteloso nas próximas reuniões do Copom, e a tendência é que a taxa permaneça por mais algum tempo nos 16% ao ano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.