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Minissaia de aeromoça coloca voo em risco, diz sindicato japonês

Federação de comissários de bordo pede ao governo a proibição do novo uniforme apresentado pela Skymark Airlines na semana passada

Economia & Negócios,

12 de março de 2014 | 19h34

TÓQUIO - A companhia aérea japonesa Skymark recebeu críticas por causa do novo uniforme das suas aeromoças. A minissaia azul, segundo as queixas, 'mal cobre' as pernas das comissárias e seria 'um convite aberto ao assédio sexual'.

A Federação Japonesa de comissários de bordo pediu que os uniformes sejam proibidos, uma semana após o lançamento.

Integrantes da entidade de classe afirmam que o uniforme é 'inadequado' para as aeromoças, que precisam esticar-se e as vezes ajoelhar-se durante o seu trabalho. As comissárias, segundo os sindicalistas, poderiam ser alvo de passageiros pervertidos com suas câmeras fotográficas.

Segurança de voo. Os críticos dizem que a Skymark Airlines está tratando sua tripulação como 'produtos' em saias demasiado curtas para o trabalho.

A entidade que representa os comisários de bordo divulgou um trecho de um artigo da lei que proíbe atos que impedem a segurança do voo, que inclui atos de assédio sexual.

"Entre os deveres dos comissários de bordo está evitar esses incidentes, mas estamos preocupados com o design do uniforme que pode induzir tais atos perturbadores". Diz a nota oficial.

 

Um porta-voz Skymark rebateu as acusações, dizendo que a empresa até agora não tinha recebido quaisquer queixas da federação.

A empresa informou que o uniforme só será usado durante seis meses, a partir de 31 de maio, por funcionários do sexo feminino servindo em sua frota de A330 no serviço de Haneda-Fukuoka. Depois disso, a equipe vai voltar a vestir os uniformes antigos, acrescentou a empresa.

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