Ministério ainda não se pronunciará sobre venda da Embratel

O secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Paulo Lustosa da Costa, disse hoje, em audiência promovida pela Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, que o governo vai aguardar que se tenha um fato concreto em relação à venda da Embratel pela norte-americana MCI, sua controladora, antes de assumir qualquer posicionamento em relação ao assunto. "Concretizado o negócio, o que nos interessa são as conseqüências à luz da regulação", afirmou. Segundo Lustosa, é importante que sejam preservados os princípios de universalização dos serviços de telecomunicações e o respeito às liberdades das políticas de governo, principalmente aquelas relativas à segurança nacional. Interesse dos trabalhadores O presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações (Fittel), José Zunga, também fez uma exposição breve, afirmando que, na opinião dos trabalhadores, "não importa a cor do gato, mas que este cace o rato". Zunga afirmou que qualquer que seja o resultado da transação, ele deve preservar os interesses de 15 mil trabalhadores diretos e indiretos. "Queremos discutir qual será o modelo operacional adotado pela empresa, e que este modelo garanta o emprego e a competitividade", afirmou. Segundo Zunga, qualquer que seja a discussão, ela não deverá permitir o debate sobre a extinção da Embratel.

Agencia Estado,

30 Março 2004 | 13h04

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