Ministério aponta deficiências na defesa sanitária do RS

Uma avaliação realizada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no sistema de defesa sanitária do Rio Grande do Sul para prevenção da febre aftosa detectou deficiências de controle e de materiais, entre outras. O trabalho foi realizado entre os dias 11 e 19 de setembro de 2006 e compara a situação encontrada com aquela de auditoria anterior do Mapa, entre 20 de fevereiro e 1º de março de 2005, apontando que persistem problemas detectados no passado. "Os cadastros de propriedades continuam inconsistentes", diz a avaliação. As informações são atualizadas com base em dados declarados pelos produtores rurais. Conforme o relatório, na maioria das inspetorias visitadas os veterinários não se deslocam até as fazendas para comprovar as informações. A atualização do movimentação de animais também continua crítica, segundo o relatório.Ao abordar a vacinação do rebanho contra a aftosa, a auditoria do Mapa também apontou falhas. Conforme o relatório, a conservação e estocagem dos medicamentos são feitas de forma precária e há baixo índice de cobertura na segunda etapa de imunização, que serve como reforço com objetivo de atingir animais jovens."Isso vai ajudar a fazer com que os produtores tomem mais cuidado", avaliou o superintendente do Mapa no Rio Grande do Sul, Francisco Signor, ao comentar o relatório. Em sua conclusão, o trabalho considera que, se não forem adotadas medidas urgentes para adequar o serviço sanitário executado pelo Departamento de Produção Animal, o Estado continuará vulnerável à reintrodução da doença. O secretário interino da Agricultura, Celso Bernardi, que foi designado pelo governo para comentar o relatório, ressaltou que a questão exige a definição de prioridades, mas também que não há nenhuma recomendação inviável. Ele lembrou que o Mapa aconselhou medidas como treinamento dos funcionários, vistoria às fazendas para verificar o cadastro declarado e maior atenção da fiscalização aos locais que vendem produtos de uso veterinário, entre outras.Apesar das dificuldades financeiras do Estado, que está definindo cortes das despesa de custeio em busca da redução do déficit orçamentário, Bernardi avaliou que o governo será sensível às despesas nesta área, lembrando que o Estado receberá em breve missões técnicas do exterior que virão avaliar os controles sanitários. Ele também ponderou que o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa) poderá auxiliar nas medidas necessárias.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.