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Ministério aposta em acordo parcial com Bolívia, até sábado

O Ministério das Relações Exteriores aposta na conclusão de um acordo parcial entre a Petrobras e a Yacimientos Petrolíferos Fiscales de Bolívia (YPFB) até o próximo sábado - a "data fatal" prevista pelo governo boliviano para a adequação das companhias estrangeiras aos termos do decreto de nacionalização dos setores de gás e petróleo. Esse acordo intermediário abarcaria os tópicos sobre os quais ambos os lados venham a alcançar consenso até o sábado e indicaria claramente o compromisso de continuidade das negociações sobre os temas pendentes e o detalhamento dos pontos já acertados.Fontes próximas ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, argumentam que essa iniciativa contornaria a inflexibilidade do governo boliviano em prorrogar o prazo de 28 de outubro e as conseqüências inevitáveis de qualquer ação unilateral por parte de La Paz. A rigor, o governo Evo Morales poderá expulsar a Petrobras do país caso não haja a conclusão do acordo no prazo estabelecido. Essa iniciativa, portanto, também amenizaria o impacto de uma reação unilateral da Bolívia na véspera do segundo turno das eleições brasileiras.O Itamaraty, entretanto, argumenta que a Bolívia atou-se em uma "camisa de força", ao fixar um prazo final para as negociações, e que certamente sofrerá um sério desgaste se o Brasil levar o caso aos tribunais de Nova York ou da Holanda, como está previsto no acordo original firmado pela Petrobras e o governo boliviano na década de 90. Na terça-feira, Amorim deixou claro que o governo brasileiro vai recorrer a esses tribunais se o governo Evo Morales decidir expulsar a Petrobras do país.

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