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Ministério aprova compra da VarigLog e VEM pela portuguesa TAP

A Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça recomendou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) a aprovação da operação em que a empresa área portuguesa TAP comprou as empresas VarigLog e VEM (Varig empresa de Manutenção), subsidiárias do Grupo Varig.Esse parecer se refere à negociação realizada em dezembro passado quando a empresa portuguesa em parceria com o BNDES repassou à Varig US$ 62 milhões utilizados para a quitação de parte da dívida da empresa brasileira com as companhias de leasing norte-americanas. O pagamento impediu, à época, o arresto de cerca de 40 aviões da Varig. A operação ainda terá que ser referendada pela assembléia do conselho de curadores da Varig, no Rio de Janeiro.Começou por volta das 10h30 a assembléia do colégio deliberante da Fundação Ruben Berta, que representa a instância de maior poder de decisão na Varig. No encontro, na sede da fundação, na Ilha do Governador, na zona norte do Rio, serão discutidos a transferência de controle da Fundação para a Docas Investimentos, do empresário Nelson Tanure, e o novo plano de negociação das subsidiárias da empresa aérea, VarigLog e da VEM.Segundo fontes próximas ao colégio, a tendência é a de os representantes da FRB concordarem com o plano de recuperação da Varig, que já foi aprovado em assembléia de credores no dia 19 de dezembro. "O Marcelo Bottini (presidente da Varig) deve apresentar algo de VarigLog e VEM", diz uma pessoa próxima à fundação.A transferência de ações da fundação para a Docas, do empresário baiano Nelson Tanure, tem grandes chances de ser vetada. Isso porque cerca de 70% dos membros do colégio já disseram não ao negócio por meio de um manifesto, divulgado mês passado. Os credores da companhia e a Justiça do Rio também já desaprovaram a negociação com Docas.Reviravolta nas negociaçõesA venda da VEM e da VarigLog sofreu uma reviravolta na última semana. As duas subsidiárias foram vendidas à TAP por US$ 62 milhões, em novembro, e estavam sendo disputadas pelo fundo americano de investimentos Matlin Patterson e pela Docas, após leilão realizado para elevar o preço de ambas. Agora, no entanto, a Varig resolveu vender as duas empresas separadas. A idéia é negociar a VEM para a TAP e a VarigLog para o Matlin Patterson, que oficialmente, não foi comunicado dessa possibilidade e, segundo fontes do mercado, deu prazo até hoje para uma definição.O fundo americano foi o primeiro a mostrar interesse pela VarigLog. Em outubro, ofereceu US$ 38 milhões pela empresa de logística e cargas mais duas operações de antecipação de recebíveis que elevavam a oferta para US$ 103 milhões. O negócio, apresentado como a única solução para a Varig na época, não foi para a frente. Em novembro, depois que a TAP arrematou as duas subsidiárias, o Matlin apresentou duas novas propostas. Na primeira, US$ 55 milhões só pela VarigLog. Na segunda, US$ 77 milhões pela pacote que incluía a VEM. Tanure entrou na disputa com proposta de US$ 139 milhões pela VEM e VarigLog e foi considerada pela direção da Varig a proposta vencedora. A TAP, porém, informou no dia 19 de dezembro, prazo para se manifestar sobre as ofertas de rivais feitas durante leilão, que não considerava válida a proposta da Docas. Contratualmente, os portugueses têm direito à multa de US$ 12,5 milhões caso haja rescisão de contrato e desistências das duas empresas. Tanure, por sua vez, já informou que não faria o ressarcimento.

Agencia Estado,

05 de janeiro de 2006 | 12h38

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