Alan Santos/PR
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Ministério da agricultura votará contra sobretaxa na importação de aço da China

Maggi admitiu possível represália asiática no agronegócio; China responde por 28% das compras internacionais do setor

Gustavo Porto e Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2018 | 13h58

BRASÍLIA - O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nesta terça, 16, que votará contra a aplicação de sobretaxas na importação de laminados de aço da China e Rússia. A posição de Maggi é contrária ao que defende o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e será apresentada em reunião da Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), na quinta-feira, 18.

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Maggi usou o amplo comércio do agronegócio brasileiro com a China para justificar a decisão. Ele admitiu possíveis represálias do principal parceiro comercial do setor. Em 2017, a China foi responsável por 27,7% das compras de produtos do agronegócio brasileiro, ou um total de US$ 26,6 bilhões. "Vamos votar não, porque meu interesse é o agronegócio. Não adianta falar que não terá ligação (caso haja a sobretaxa) com o agronegócio, porque tudo está interligado", afirmou o ministro.

A adoção de medidas antidumping foi pedida em 2016 por CSN, AcelorMittal e Gerdau contra empresas chinesas e russas que vendem aço plano laminado a quente. O produto é utilizado em larga escala pela indústria, na produção de máquinas e equipamentos, na lataria de carros, em eletrodomésticos. 

No ano passado, o Departamento de Defesa Comercial (Decom), do MDIC, emitiu relatório final em que, de acordo com pessoas que tiveram acesso ao documento, concluiu que empresas dos dois países praticam competição desleal na venda do aço e pediu a aplicação de sobretaxa de US$ 200 por tonelada, o que levaria a uma sobretaxa de até 40%.

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