Ministério da Fazenda projeta alta de 5,1% para o IPCA em 2010

Com o fim dos estímulos fiscais e dos ajustes sazonais em educação, saúde e transporte público, o IPCA estaria voltando à trajetória compatível com o atual nível de crescimento da economia

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

21 de outubro de 2010 | 13h41

O Ministério da Fazenda projeta na 8ª edição do boletim 'Economia Brasileira em Perspectiva' uma alta do IPCA em 2010 de 5,1%. No boletim anterior, a projeção era próxima de 5%. Para 2011, a Fazenda projeta um IPCA de 4,5%. Segundo a Fazenda com o fim dos estímulos fiscais e monetários, das chuvas e dos ajustes sazonais em educação, saúde e transporte público, o IPCA está voltando à trajetória compatível com o atual nível de crescimento da economia. Na avaliação da Fazenda, após a alta no começo deste ano, a inflação recuou de maneira significativa de junho a agosto de 2010.

A Fazenda avalia que a maior volatilidade na inflação neste ano foi causada essencialmente pelo comportamento dos preços dos alimentos e das commodities em geral, com minério de ferro. A Fazenda destaca ainda no boletim que a crise agrícola na Rússia e o aumento da liquidez internacional elevaram os preços dos alimentos a partir de setembro.

Para a Fazenda , o aumento dos alimentos (no domicílio) tem comportamento sazonal devido aos preços das commodities e entressafra e não reflete pressões de demanda. Já a variação dos alimentos (fora domicílio) reflete o crescimento da massa salarial.

No boletim, o Ministério da Fazenda destaca que, após três meses de contribuição negativa, o comportamento dos alimentos voltou a pressionar a inflação em setembro, mas na análise do Ministério, os outros itens que compõem o IPCA continuam a apresentar comportamento sustentável com o ritmo de crescimento da economia sem pressões de demanda.

A Fazenda também avalia que o impacto do atual aumento das commodities no Brasil tem sido menor devido à valorização do real. De acordo com o boletim, o aumento da liquidez internacional e poucas alternativas de aplicações elevaram o preço das principais commodities. O documento destaca que o índice do mercado de commodities (CRB) atingiu em setembro valor superior ao ocorrido em 2008.

A Fazenda projeta ainda um crescimento da produção industrial de 11,3% em 2010, menor que a estimativa anterior de alta de 11, 5%.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.