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Ministério não tem informações sobre aumento do álcool nos postos

O diretor do Departamento de Cana-de-Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Angelo Bressan, disse hoje que as informações que o Ministério dispõe não confirmam as declarações do Sindicato dos Postos do Estado de São Paulo (Sincopetro) de que os usineiros teriam aumentado o preço do álcool hidratado de R$ 1,03 para R$ 1,05 o litro, depois do acordo com o governo federal. "O fato de eventualmente um produtor ou outro ter vendido a esse preço, não significa que o setor esteja infringindo alguma regra", disse Bressan.Segundo ele, o que interessa é a média dos preços praticados, que serão publicados na próxima segunda-feira pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), que faz o acompanhamento semanal do mercado. Ontem, em entrevista à Rádio Eldorado, donos de postos criticaram o acordo e disseram que os preços cobrados pelas distribuidoras estão acima do teto firmado entre governo e usineiros, em R$ 1,05.Bressan disse que o setor sucroalcooleiro sabe que tem um compromisso social e está ciente de que as políticas que o governo tem implementado "são promissoras", como a aposta nos carros bicombustível e as negociações para exportar o metanol para o Japão, União Européia, Índia e Tailândia.Ele voltou a afirmar que o acordo para a limitação do preço em R$ 1,05 foi feito para o álcool anidro, que é adicionado à gasolina e que é mais caro do que o álcool hidratado, que é o usado diretamente como combustível. "Obviamente que o acordo com o álcool anidro vai ser estendido para o hidratado, que vai manter uma certa diferença de preço. Nós imaginamos entre R$ 0,5 a R$ 0,10".Para Bressan, apesar de não ter sido explicitado no acordo que haveria essa diferença de preços para menos, no caso do álcool anidro, está subentendido que o produto deve custar mais barato. "Supõe-se que o bom senso do setor vá fazer com que ele mantenha esse preço nesse nível, mas só saberemos na semana que vem", afirmou, referindo-se à pesquisa de preços médios.Ele disse que o governo não cogita nenhum tipo de sanção. "Está todo mundo acreditando que o acordo será honrado. Eles (usineiros) são empresários fortes. Não é um setorzinho banal. O setor sucroalcooleiro é imenso", afirmou.Única não especifica dados sobre hidratadoO Ministério da Agricultura também informou que o presidente da Unica (União da Agroindústria Canavieira de S. Paulo), Eduardo Carvalho, enviou hoje ao Palácio do Planalto uma correspondência em que reitera o acordo feito com o governo fixando em R$ 1,05 o preço do litro do álcool anidro nas usinas.Na correspondência, segundo nota divulgada pelo Ministério, Carvalho afirma que o preço do álcool carburante hidratado "deverá estar abaixo" desse R$ 1,05. Mas a correspondência da Unica não especifica, segundo informação da Assessoria de Imprensa do Ministério da Agricultura, em quanto o preço do álcool hidratado praticado pelas usinas ficará abaixo de R$ 1,05.Na nota, o Ministério diz que a cotação do litro do álcool hidratado tem sempre um deságio entre 5% e 15% em relação à do álcool anidro. "Hoje, o preço razoável do litro do álcool hidratado, que tem um porcentual de 6% a 8% de água, deve oscilar entre R$ 0,95 e R$ 1,00", destaca a nota. Ontem, o Sindicato dos Postos do Estado de S. Paulo (Sincopetro) previu que o acordo dos usineiros com o governo vai elevar os preços nas bombas por causa de um aumento no preço do álcool hidratado nas usinas para o teto de R$ 1,05.

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