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Ministério Público liga juízes ao dono da Petroforte

O Ministério Público (MP) de São Paulo encontrou novos documentos do caso Petroforte que indicam a ligação do dono do grupo, Ari Natalino da Silva, com desembargadores. Ari Natalino, preso no dia 20 em São Paulo, e mais 66 pessoas são acusados de desviar R$ 600 milhões, dos quais pelo menos R$ 30 milhões teriam sido enviados para paraísos fiscais. Eles foram denunciados pelo MP por 12 crimes, como falência fraudulenta, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, sonegação fiscal e falsificação de documentos.À Rádio CBN, o promotor responsável pelo caso, Arthur Migliari Junior, confirmou ontem os indícios de que Ari Natalino tinha ajuda de desembargadores para comandar os esquemas de fraude. "Esse processo está sendo uma caixa surpresas. Um dos documentos que achamos diz: ''''doutor fulano, estou preocupado com a ação número tal e é melhor irmos conversar novamente e pessoalmente com o desembargador''''. Além disso, encontramos outros documentos que provam uma íntima relação do Ari Natalino e outras pessoas do poder."A Petroforte, que foi uma das principais redes de distribuição e venda de combustíveis do Brasil, deu origem a mais de 200 empresas em menos de 10 anos e era "uma das maiores organizações criminosas que se tem notícia na história deste País", segundo o promotor.

AE, Agencia Estado

29 de agosto de 2007 | 08h56

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