Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Ministério rebate crítica da CNI a conferência

Confederação da Indústria reclama da representatividade no evento, mas não teria conseguido preencher suas vagas

O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2028 | 00h00

O Ministério do Meio Ambiente rebateu ontem as críticas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao radicalismo da política ambiental do órgão, conforme publicado na edição de ontem do Estado. De acordo com carta encaminhada ao jornal, assinada pelo secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Hamilton Pereira, o empresariado reclama da baixa representatividade que tem na Conferência Nacional do Meio Ambiente, mas sequer conseguiu preencher as vagas colocadas à sua disposição em eventos anteriores.''''As conferências seguem um modelo de gestão que viabiliza o compartilhamento de poder e a co-responsabilidade entre Estado e sociedade civil'''', diz a carta. Segundo Pereira, o setor empresarial tem representação de 30% do total de delegados, o que representou em 2005 uma reserva de 340 assentos. Desse montante, entretanto, 86 vagas não foram utilizadas pela CNI, apesar de sua reivindicação por maior espaço.A entidade empresarial decidiu não participar da próxima edição da conferência, a se realizar em 2008, alegando que ''''não há equilíbrio dos expositores'''' com pontos de vista diferentes, devido ao domínio das organizações não-governamentais (ONGs) na seleção das pessoas escaladas para os painéis.Em carta ao ministério, um dos dirigentes da CNI, Robson Andrade, reclama também do ambiente ''''hostil'''' ao empresariado e da falta de soluções efetivas para o desenvolvimento econômico sustentado. ''''Desde sua primeira edição, em 2003, a conferência envolveu mais de 150 mil pessoas em todo o País. Apenas este número demonstra que o Ministério do Meio Ambiente está, sim, disposto a discutir e encontrar alternativas para o desenvolvimento econômico de forma sustentável'''', argumenta Pereira.O secretário diz ainda que o ministério transformou mais de 70% das deliberações das conferências anteriores em ações concretas, destacando o plano de controle do desmatamento da Amazônia e a criação de novas unidades de conservação, além da ampliação das já existentes.A terceira conferência, em 2008, terá como tema central as recentes mudanças climáticas que preocupam autoridades de todo o planeta.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.