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Ministério vai lançar taxa de desemprego real, diz Lupi

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, afirmou hoje que, até o fim do ano, pretende criar a "taxa de desemprego real" da economia brasileira. O indicador terá como base os dados do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), divulgados mensalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Ele não deu mais informações sobre o índice, alegando que o indicador está em fase embrionária.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

24 de fevereiro de 2011 | 12h07

Lupi também não conversou com a presidente Dilma Rousseff sobre o assunto. "Estou falando para vocês (jornalistas) para ver como recebem a notícia, depois continuamos", disse, durante entrevista coletiva sobre os dados de emprego formal, divulgados hoje. Lupi mostrou desconforto com a repercussão na imprensa sobre a mudança da série histórica do Caged, que teve sua nova divulgação inicial em dezembro. Para ele, a mudança, que passa a incorporar no mês seguinte as informações em atraso sobre o mercado de trabalho fornecidas por 7,4 milhões de micro, pequenas, médias e grandes empresas, é uma fotografia mais real dos números do mercado de trabalho.

Até então, esses atrasos eram incorporados apenas em meados do ano seguinte à base de informação. "Algumas pessoas não entenderam, algumas pessoas são resistentes", afirmou. Por isso, segundo ele, o ministério divulgará, a partir de hoje, as duas séries históricas do Caged. "Isso é para ninguém pensar que a gente quer apagar a série histórica."

2010

O MTE informou ainda que a quantidade de declarações de empresas fora do prazo a respeito de contratações e demissões formais foi de 418.474 em 2010. Com isso, o total de vagas criadas com carteira assinada no ano passado foi de 2.555.421. O ministério acrescentou que, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, já contabilizando as informações atrasadas, o total de vagas com carteira assinada criadas foi de 15.079.054.

A região que mais atrasou o envio de informações em 2010, segundo o ministério, foi o Sudeste, responsável por 157.955 declarações fora do prazo. Em seguida estão o Nordeste (112.195), a região Centro-Oeste (58.518), o Norte (48.779) e o Sul (41.027).

Com esses ajustes incorporados à série histórica do Caged, a criação líquida de vagas no Sudeste no ano passado foi de 1.294.906, seguida por Nordeste (494.245), Sul (447.755), Centro-Oeste (179.687) e Norte (138.828).

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