Ministérios fazem projeções diferentes

BRASÍLIA

Adriana Fernandes e Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2010 | 00h00

O governo tem sido pródigo em fazer projeções para todos os gostos. No mesmo dia em que o Ministério do Planejamento previu um déficit menor nas contas do INSS entre as justificativas para aumentar a liberação de gastos, o Ministério da Previdência deu sinais de que o rombo nas contas da Previdência será maior do que o previsto.

De um lado, o relatório bimestral de avaliação de despesas e receitas do Orçamento, encaminhado ontem ao Congresso, projetou um déficit de R$ 44,9 bilhões este ano, diminuindo em R$ 745,2 milhões a sua estimativa anterior. Por outro lado, o ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, anunciou que o rombo deste ano deve fechar em torno de R$ 46 bilhões.

Ele cogitou até mesmo a hipótese de o rombo ultrapassar os R$ 47 bilhões em 2010. Isso ocorrerá se o governo optar por pagar este ano a diferença aos beneficiários que se aposentaram com determinado teto salarial, mas que receberam da Justiça, no início deste mês, o aval para terem estes limites ampliados.

Esta não é a primeira vez que as duas pastas divergem em relação à expectativa para o resultado previdenciário. O argumento dado pela Previdência é o de que, ao longo do ano, as projeções tendem a convergir. /

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