Adriano Machado/ Reuters
Adriano Machado/ Reuters

Ministra da Agricultura afirma que Brasil continua na fila para entrar na OCDE

Tereza Cristina disse que se encontrou com o representante americano na Organização Mundial do Comércio (OMC) e que ele garantiu que 'teremos uma boa notícia em breve sobre a OCDE'

Isadora Duarte, André Ítalo Rocha, Circe Bonatelli e Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2019 | 16h39

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou ao Estadão/Broadcast que o Brasil continua na fila para inclusão na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). "Não é verdade que os Estados Unidos negaram a entrada do Brasil na Organização. Não mudou nada. Continuamos na fila", disse a ministra nos bastidores do evento Fórum de Investimentos Brasil 2019, realizado em São Paulo.

A ministra contou que, na semana passada, encontrou com o representante americano na Organização Mundial do Comércio (OMC), Dennis Shea, em Genebra e que ele garantiu a ela "que teremos uma boa notícia em breve sobre a OCDE". "Para o agronegócio brasileiro é bom sim ser parte da OCDE", acrescentou a ministra.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também esteve no evento e disse que: "No futuro, será a OCDE que fará questão que o Brasil entre na organização".

A recusa

Apesar de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter prometido apoiar a adesão brasileira ao bloco,  os EUA são contra uma ampliação da organização e têm se posicionado de forma contrária às ações do secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, que havia apresentado uma proposta de discutir a inclusão de um bloco de seis novos países na organização, que teria ainda nações europeias.

Em carta enviada no fim de agosto à organização, a qual a agência Bloomberg teve acesso, os EUA apoiaram apenas a entrada da Argentina e da Romênia, considerando o “critério cronológico”, segundo as fontes, porque esses países haviam apresentado o pedido antes dos outros, inclusive do Brasil.

O apoio formal dos EUA para a entrada do Brasil na OCDE era considerado crucial, tanto que, em troca, o governo brasileiro concordou em “começar a renunciar” ao tratamento diferenciado dado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) aos países em desenvolvimento. 

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