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Ministro admite freio no emprego formal e estuda ampliar seguro-desemprego

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, reconheceu ontem, pela primeira vez, que a crise financeira já começa a afetar a oferta de novos empregos formais no País e anunciou a possibilidade de ampliar o número de parcelas do seguro-desemprego, se a situação se agravar. "A ampliação, no limite de até 10 parcelas, vai depender da realidade, se tivermos demissões em massa, pois o dinheiro é do trabalhador", afirmou Lupi. Ele disse que a ampliação não é ainda necessária. Lupi divulgará hoje os dados de outubro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que registra os empregos com carteira assinada, e antecipou que o saldo de novos empregos "ainda será positivo", mas menor do que a expectativa. Lupi vinha dizendo que a crise financeira só afetaria o mercado de trabalho formal brasileiro no ano que vem. "Houve crescimento (do número de empregos com carteira assinada), mas não foi o que eu previa. Essa redução é reflexo da pisada no freio de alguns setores", disse o ministro, citando os setores automotivo, de autopeças e alguns segmentos agrícolas como exemplos. CENTRAISEm razão dos sinais de desaquecimento do mercado, representantes das centrais sindicais (CUT, Força Sindical, UGT, CGTB, CTB e NCST) entregaram ao ministro um documento com 18 sugestões de medidas. A lista inclui o pedido de ampliação do número de parcelas do seguro-desemprego, que hoje varia de três a cinco meses. O benefício tem valor de um a três salários mínimos.

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