Ministro admite que reforma trabalhista é tema polêmico

O governo está elaborando uma proposta ampla de reforma trabalhista para ser encaminhada ao Congresso Nacional em 2009. As linhas gerais da proposta foram apresentadas hoje, em entrevista coletiva à imprensa, pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, e englobam temas polêmicos já discutidos sem sucesso em outros governos. O ministro admite que o assunto é controverso, mas alerta que se trata de uma reforma fundamental para o País. "Não queremos ser uma China com menos gente", afirmou, referindo-se aos baixos salários pagos aos trabalhadores chineses.Mangabeira disse que seria irresponsabilidade afirmar que desta vez a proposta será aprovada pelo Congresso. "Mas precisamos insistir quantas vezes forem necessárias. Não é um processo eleitoral. É uma questão fundamental que limita o nosso crescimento econômico", defendeu.O objetivo central é reduzir a informalidade na economia do País, explicou Mangabeira. Acrescentou que a proposta está sendo preparada dentro do conceito de contrapartida. "Não acho que a desoneração da folha de salários das empresas deva ser dada de mão beijada", disse o ministro.A proposta prevê, entre outros pontos, a reforma do regime sindical, a concessão de subsídios para empresas que contratarem empregados com baixa qualificação e a participação dos trabalhadores no lucro das empresas como forma de recuperar a participação dos salários na renda nacional. Também inclui, a pedido dos juízes do trabalho, a organização jurídica do sistema de negociação coletiva.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.