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Ministro alemão quer ajuda limitada a 800 bi de euros

A zona do euro não deve comprometer mais do que 800 bilhões de euros em auxílio de emergência, e os recursos só devem ficar disponíveis quando os países prometerem reformas, afirmou nesta quinta-feira o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble.

REUTERS

29 de março de 2012 | 17h28

A barreira financeira estaria pronta para ajudar as maiores e mais endividadas economias do bloco, especialmente Itália e Espanha. O encontro dos ministros das Finanças da zona do euro em Copenhague deve concluí-la nesta sexta-feira, colocando em prática uma das grandes medidas da região em resposta à crise.

"Nós temos 500 bilhões de euros em dinheiro novo disponível, junto com os programas já acertados para Irlanda, Portugal e agora Grécia. São cerca de 800 bilhões de euros", disse Schaeuble em um evento realizado em uma universidade de Copenhague.

"Acho (o valor) suficiente", afirmou o ministro alemão, a respeito de apelos recentes por uma reserva financeira de até 1 trilhão de euros que poderia impressionar investidores. "Gastar mais dinheiro não é a solução", acrescentou.

Schaeuble, que tem grandes chances de assumir o influente posto de presidente dos encontros entre ministros das Finanças da zona do euro neste ano, afirmou também que ajudas não virão sem reformas.

"Nós esperamos construir uma estabilidade segura e social", disse. "A condição para que isso seja possível é que cada Estado-membro recupere competitividade", acrescentou, em referência a programas de reforma em Itália e Espanha.

"Na Espanha, reforma trabalhista é necessidade absoluta. Você não deve ficar surpreso quando vê 48 por cento de desemprego entre os jovens, ao olhar as leis trabalhistas", disse Schaeuble.

(Reportagem de Robin Emmott e John O'Donnell)

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