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Ministro apresenta plano emergencial para garantir energia em horários de pico

Foco é incentivar uso de geradores próprios pelo comércio a tarde e a produção de energia por indústrias e grupos independentes

Anne Warth, O Estado de S. Paulo

01 Fevereiro 2015 | 16h09

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, confirmou neste domingo que o governo vai colocar em prática um plano emergencial para garantir o abastecimento de energia no País nos horários de maior demanda, entre 14h e 17h. Na sexta-feira, o 'Broadcast' antecipou as medidas que o governo adotará. O foco é incentivar o uso de geradores próprios pelo comércio, shoppings centers e hotéis durante a tarde e a produção de energia por indústrias e produtores independentes. A presidente Dilma Rousseff, disse ele, aprovou essas ações de curtíssimo prazo.

"Vamos tomar ações junto a produtores independentes, áreas comerciais, shoppings centers a indústria que tem sua própria energia para que possamos acionar esses equipamentos no período da ponta de carga", afirmou, ao chegar à cerimônia de posse dos novos senadores, no Congresso. "Essas medidas serão tomadas para que possamos passar por esse momento crítico com maior tranquilidade."


Senador licenciado pelo PMDB-AM, Braga disse que as medidas do plano foram decididas após reuniões com o setor privado, Agência Nacional de Energia Elétrica e Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). "O plano já está sendo construído e ao mesmo tempo entrando em execução. Teremos nova reunião da questão climática no dia 12 e novas medidas poderão surgir a partir daí", disse. 

Braga admitiu que é preciso reforçar a geração de energia no horário de ponta, das 14h às 17h. No passado, o período de maior demanda era entre as 18h e as 21h. "Temos que mudar a forma de manejar e administrar a energia de reserva que o Brasil tem para atender as pontas de carga. Esse é o trabalho que estamos fazendo."

Como medidas de médio prazo, o ministrou mencionou que autorizou um novo leilão A-5. Além disso, haverá troca nos equipamentos das linhas de transmissão para que seja possível transferir mais energia do Norte para o Sudeste. 

Petrobrás. A despeito dos prejuízos que a Operação Lava Jato já causou à Petrobrás, o ministro disse que as investigações também terão efeito positivo para a empresa. "Se há algum efeito colateral positivo na Lava Jato, é que efetivamente a Petrobrás estará blindada a qualquer ação político-partidária para administração dessa empresa, que é estratégica e importante para o País", disse.

Braga reiterou que a empresa vai superar esse período. "A Petrobrás é reconhecida internacionalmente por sua capacidade técnica e competência na exploração de petróleo. Portanto, é uma empresa que haverá de passar por esses desafios, com transparência e governança eficientes."

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