Ministro argentino diz que país não precisará de ajuda do FMI

A Argentina não pedirá ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) e um recente swap da dívida é parte da estratégia para administrar o peso da dívida, disse neste sábado o ministro da Fazenda do país.

REUTERS

05 de setembro de 2009 | 16h14

"A Argentina não precisará de ajuda financeira do FMI como precisou no passado", afirmou a repórteres Amado Boudou, durante o encontro de ministros de Fazenda do G20.

"Sentamos para conversar, mas não precisamos de financiamento para os gastos atuais", acrescentou, por meio de um intérprete.

A Argentina está virtualmente excluída dos mercados de capitais internacionais devido a disputas sobre um pesado calote da dívida ocorrido em 2002, e por conta da recusa de alguns credores em aceitar uma grande redução numa reestruturação de 2005.

Boudou, que assumiu o cargo em julho, fez desse tema uma prioridade, a fim de poder inserir novamente o país nos mercados de crédito, mas analistas dizem que será complicado alcançar isso antes do final do ano.

"Talvez nós voltemos aos mercados de crédito neste ano. Eu não tenho uma bola de cristal", afirmou Boudou.

(Reportagem de Carolyn Cohn e Sujata Rao)

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