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Ministro boliviano diz que petrolíferas já aceitam nacionalização

O Governo da Bolívia avaliou nesta segunda-feira, 4, que as companhias petrolíferas começaram a aceitar a nacionalização dos hidrocarbonetos, com o pagamento, na última sexta-feira, de um novo imposto, mas admitiu que ainda falta negociar parte do processo.O ministro de Hidrocarbonetos, Andrés Soliz, afirmou que o pagamento de US$ 32,3 milhões pela Petrobras, pela Andina (filial da Repsol YPF), e pela francesa Totalfinaelf representa um sinal de aceitação do decreto de nacionalização.No entanto, o ministro observou que a Petrobras, ao pagar o imposto, comunicou que o novo tributo faz parte dos temas a serem negociados com o governo boliviano. O novo tributo consiste em dar à estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) 32% do valor da produção dos principais poços de gás. A Petrobras pagou US$ 11, 3 milhões, a Andina US$ 16,1 milhões e a Totalfinaelf US$ 4,9 milhões."São três empresas que reconhecem o decreto de nacionalização", ressaltou o ministro.Ele acrescentou que o objetivo é fortalecer a YPFB, para que a estatal possa assumir a distribuição de petróleo no território nacional. Pelo novo imposto, a empresa receberá US$ 161,7 milhões até o dia 2 de outubro, por pagamentos referentes aos primeiros cinco meses da nacionalização.Segundo Soliz, o Estado receberá, entre 2006 e 2007, um total de US$ 1,403 bilhão em tributos fixados na lei dos hidrocarbonetos de 2005, na nacionalização e com o reajuste do preço do gás exportado para a Argentina.O número representa quase cinco vezes mais que os US$ 318 milhões recebidos no período de 2004-2005 com a anterior lei de hidrocarbonetos, promulgada em 1996 e revogada no ano passado, segundo dados oficiais.

Agencia Estado,

04 de setembro de 2006 | 23h27

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