Ministro boliviano tenta minimizar declarações de Morales

O ministro da Presidência da Bolívia (equivalente ao ministro-chefe da Casa Civil no Brasil), Juan Ramón Quintana, tentou minimizar as declarações feitas nesta quinta-feira, em Viena, pelo presidente Evo Morales, que chegou a falar em contrabando da Petrobras na Bolívia e afirmou que não pagará indenizações porque os contratos são ilegais."O presidente se referiu a todos os contratos que deveriam ter sido aprovados pelo Congresso e não foram", disse o ministro. No entendimento do governo de Evo Morales, a Constituição determina que todos os contratos do setor de petróleo e gás sejam ratificados pelo Congresso Nacional.Tentando tirar a Petrobras do foco das declarações de Evo Morales, o ministro disse que todas as referências feitas pelo presidente foram gerais. "Não foi feita referência em nenhum momento a práticas ilegais da Petrobras. A alusão feita foi no âmbito do setor de petróleos e gás em razão da forma como os contratos foram feitos, sem a aprovação do Congresso", disse.Quanto ao acordo fechado na reunião de cúpula entre ministros dos dois países e os presidentes das estatais, Quintana disse "que o espírito se mantém". "Acreditamos que a declaração conjunta se mantém da mesma maneira, sem modificações. Não houve nenhum retrocesso no resultado da reunião", afirmou.

Agencia Estado,

11 de maio de 2006 | 21h31

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.