Ministro canadense pede fim da guerra de subsídios

O Canadá tem muito interesse em sair do negócio de subsídios e levantará essa questão ao se reunir com o Brasil nesta semana para discutir uma longa disputa comercial envolvendo a Bombardier e a Embraer, disse o ministro do Comércio Internacional do Canadá, Pierre Pettigrew, no Fórum Econômico Mundial. Pettigrew disse que representantes do governo canadense se reunirão com representantes do governo brasileiro nesta sexta-feira em Nova York para tentar solucionar uma longa "guerra" de garantias de empréstimo entre as duas fabricantes de jatos. "Não deveríamos arrecadar dinheiro dos contribuintes apenas para subsidiar os consumidores ricos nos EUA que querem comprar aviões. Isso é o que estamos fazendo e esta não é a maneira de agir", afirmou Pettigrew.A Organização Mundial do Comércio (OMC) concedeu permissão ao Canadá para impor US$ 1,4 bilhão em sanções comerciais sobre os produtos brasileiros após decidir que o governo brasileiro estava subsidiando a Embraer por meio da concessão de garantias de empréstimo. O governo canadense optou em vez disso por aumentar seu próprio programa de subsídios à Bombardider, ajudando-a a vencer concorrências contra a Embraer. O Canadá ofereceu à Northwest Airlines um empréstimo de 2,1 bilhões de dólares canadenses (US$ 1,32 bilhão) durante 15 anos para cobrir 80% do preço de venda de 75 aviões da Bombardier, superando, dessa forma, o US$ 1 bilhão em empréstimos sem juros oferecidos pelo governo brasileiro.Recentemente, um subsídio canadense para financiamento de exportação ajudou a concretizar um acordo da Bombardier de 1,7 bilhão de dólares canadenses (US$ 1,06 bilhão) para vender jatos à Air Winconsin. Pettigrew disse que o Canadá e o Brasil estavam próximos de chegar a um acordo no ano passado, mas o contrato com a Air Wisconsin acirrou a concorrência entre as duas empresas.Prolongar a guerra do subsídio seria "ridículo", e é tempo de ambos os países permitirem que a Bombardier e a Embraer "encontrem seu lugar natural" em um mercado que é grande o suficiente para as duas fabricantes de jatos, disse o ministro. Ele prevê que um acordo seja alcançado este ano, evitando tarifas punitivas. "Espero que não isso aconteça", disse Pettigrew sobre a possibilidade de sanções comerciais.

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