Ueslei Marcelino|Reuters
Ueslei Marcelino|Reuters

Ministro confirma que contratações do Minha Casa estão suspensas

Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, afirmou que suspensão é para analisar o programa e que 'sem sombra de dúvida' a meta será revista

Murilo Rodrigues Alves, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2016 | 17h44

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, disse nesta sexta-feira que as contratações de novas unidades do programa Minha Casa Minha Vida estão suspensas para que o governo do presidente em exercício Michel Temer faça uma "análise" sobre o programa de habitação popular.

"O que se vai fazer é aprimorar o programa de maneira que beneficie de maneira mais efetiva o povo brasileiro", disse o ministro à rádio CBN

Geddel disse que é preciso também entregar as moradias que estão prontas, mas que aguardavam a agenda dos ministros para inaugurações. De acordo com a Caixa Econômica Federal, 46,2 mil moradias da faixa 1 do programa (que atende famílias que ganham até R$ 1,8 mil) estão com as obras concluídas, em fase de legalização para serem entregues aos beneficiários. Dessas, 15,5 mil estão localizadas em cidades do interior, com menos de 50 mil habitantes. Ainda de acordo com o banco estatal, desde que foi criado, o programa já contratou 1,73 milhão de moradias na faixa 1, das quais 967 mil foram entregues.

O 'Estado' revelou na edição desta sexta que o ministro das Cidades, Bruno Araújo, disse que não há compromisso com a meta da presidente afastada Dilma Rousseff de contratar 2 milhões de moradias do programa até o fim de 2018. Pela manhã, Araújo soltou nota para garantir a continuidade do programa na gestão Temer. "O que estamos fazendo é sendo cautelosos, avaliando o que nos permite prometer para que não possam ocorrer falsas esperanças, iremos trabalhar arduamente para que possamos fazer o melhor para a população brasileira", disse, em nota. 

Questionado sobre a meta, Geddel disse que "sem sombra de dúvida" a meta será revista. "A ideia é aprimorar de maneira que as coisas aconteçam com mais transparência, com mais clareza e, sobretudo, com mais eficiência para beneficiar as pessoas que precisam desse programa", afirmou.

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