Ministro confunde investidores

A declaração equivocada do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o Banco do Brasil (BB) e a Caixa poderiam comprar participação em fundos de pensão, contribuiu para aumentar o stress do mercado ontem, com a edição da Medida Provisória (MP) 443.Mantega fez a afirmação ao anunciar o teor da MP. Depois da entrevista, a assessoria do Ministério da Fazenda correu para esclarecer o assunto. Segundo fontes ouvidas pelo ?Estado?, vários investidores começaram a ligar preocupados para o Banco do Brasil, que têm ações na bolsa, para esclarecer a notícia."Estamos dando a possibilidade que eles (BB e Caixa) possam atuar em vários segmentos. Poderão comprar ou criar um outro fundo de pensão. Os fundos de pensão são importantes hoje para dar liquidez ao mercado e para acumular poupança no País", disse Mantega, na entrevista. A Secretaria de Previdência Complementar (SPC) teve de esclarecer, depois, que a autorização para que o BB e a Caixa adquiram segmentos de previdência dos bancos está limitada às entidades abertas. Essas entidades são diferentes dos fundos de pensão, que são vinculados a uma empresa e seus funcionários.As previdências abertas são oferecidas por bancos e destinadas a qualquer interessado, independente de vínculo empregatício. A SPC é responsável pela fiscalização dos fundos de pensão.

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