Ministro considera avanço jornada dos caminhoneiros

O governo está atento às paralisações dos caminhoneiros que estão se disseminando pelas estradas do País, mas, segundo o ministro do Trabalho, Brizola Neto, não há espaço para retroceder à legislação que garante melhores condições de trabalho para a categoria e também mais segurança.

BIANCA RIBEIRO, Agencia Estado

30 de julho de 2012 | 15h33

"A lei da jornada de trabalho dos caminhoneiros tem sofrido resistência, mas é inegável que a lei é um avanço", disse o ministro, em evento promovido pelo Lide em São Paulo.

A lei prevê intervalo de 11 horas de descanso entre jornadas de trabalho, além de paradas de descanso de, pelo menos, meia hora a cada quatro horas ao volante. Os caminhoneiros estão protestando, pois são profissionais liberais e temem por uma redução sensível na remuneração com a diminuição da jornada de trabalho.

"Para solucionar o conflito, nós vamos conversar com o setor. É possível flexibilizar, mas não retroagiremos na legislação", disse, reforçando que a lei é uma conquista e que em todo o mundo desenvolvido o transporte de cargas respeita regras restritas por questões de segurança.

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