Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Ministro da Agricultura estima que viagem à Ásia pode render até US$ 2 bi em negócios

Blairo Maggi disse que governo criou o ambiente e agora parte da iniciativa privada firmar os contratos

Eduardo Rodrigues Ferreira, O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2016 | 11h09

BRASÍLIA - O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que a viagem de 25 dias à Ásia, com passagem por sete países, poderá render ao Brasil até US$ 2 bilhões em negócios. Ele esteve na China, Coreia do Sul, Tailândia, Mianmar, Vietnã, Malásia e Índia. "Os números são difíceis de mensurar, mas podemos dizer que conseguimos amarrar entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões em negócios. Agora, se isso vai se concretizar, é outra história. Os governos criam o ambiente para isso, mas quem firma os contratos é a iniciativa privada", afirmou o ministro. 

Maggi relatou que os governos locais asiáticos foram muito abertos e demonstraram grande interesse em acordos com a missão brasileira. "Conseguimos avançar em vários países que tínhamos pendências. Tenho defendido junto ao presidente Michel Temer que o governo faça essas incursões comerciais para acelerarmos discussões e decisões com países parceiros", completou. 

Após 25 dias na Ásia, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, reafirmou em entrevista sobre os resultados da viagem, que o Brasil quer ampliar sua participação no mercado mundial de produtos agropecuários de 7% para 10%. O ministro destacou a importância da região no comércio global, por concentrar países de alto crescimento econômico, que, somados, têm grande parte da população mundial. 

Para Maggi, o Brasil precisa não apenas investir mais no mercado asiático como diversificar a pauta de exportações agrícolas para a região. "Somos fortes em alguns produtos, mas somos inexistentes em outros. Se queremos ampliar o nosso mercado, não vai ser aumentando volume de soja e milho, mas identificando outros produtos agrícolas de maior valor agregado. A ideia é explorar o que nós temos de potencial nesses países", afirmou. 

Com o Vietnã, ele tratou da reabertura daquele mercado para as carnes suína, bovina e de frango. Técnicos virão ao País inspecionar frigoríficos. Também houve negociações para a exportação de lácteos para os vietnamitas. Na Malásia, discutiu a ampliação do mercado de carnes de aves e negociou exportação de bovinos vivos, carne bovina e material genético bovino - embriões e sêmen congelado.

Com a Índia, Maggi e os empresários que o acompanharam negociaram a venda de madeira, couro, pescados. Também foi anunciada a construção de uma fábrica da UPL no Brasil para a síntese de ativos agroquímicos, no valor de R$ 1 bilhão. O governo firmou ainda um acordo de R$ 100 milhões entre a Embrapa e a indiana UPL para o desenvolvimento de pesquisas em lentilha e grão de bico. 

Na Coreia do Sul, a missão do ministério finalizou a penúltima fase de habilitação da carne suína de Santa Catarina para exportação. Na China houve negociações empresariais para a venda de grãos e carnes. E Mianmar reabriu as licenças para a importação de carnes, frutas e grãos brasileiros. 

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