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Ministro da Economia deve sair após posse de Cristina Kirchner

La Nación disse que Peirano sairá porque discorda da estratégia da futura presidente para domar a inflação

Reuters,

12 de novembro de 2007 | 14h03

O ministro da Economia argentino, Miguel Peirano, vai deixar o cargo quando a presidente eleita Cristina Kirchner tomar posse, no mês que vem, disseram jornais na segunda-feira, citando fontes governistas. Havia expectativa de que Peirano, no cargo desde julho, permanecesse no novo gabinete, junto com vários ministros atuais, uma vez que Cristina sucederá ao próprio marido, Néstor Kirchner. Citando fontes oficiais influentes, mas não-identificadas, o La Nación disse que Peirano decidiu sair porque discorda da estratégia da futura presidente para domar a inflação, um ponto fraco na atual política econômica argentina, marcada por forte crescimento. Em declarações à agência estatal Telam, Peirano foi vago sobre seu futuro. "As condições ou alternativas que tenham a ver com possivelmente ficar no cargo nunca foram avaliadas, nunca houve qualquer oferta". Suspeitas Várias fontes disseram sob anonimato ao Clarín que Peirano estaria incomodado com a forma com que o governo lida com dados sobre a inflação. Peirano, ex-secretário da Indústria, substituiu Felicia Miseli, que renunciou depois da descoberta de US$ 60 mil em dinheiro no banheiro de seu gabinete. Cristina, que foi eleita em 28 de outubro e toma posse em 10 de dezembro, ainda não anunciou a composição de seu gabinete. Em um momento de expansão da produção industrial e do consumo, uma das prioridades do governo deve ser controlar os preços. Dados oficiais apontam uma inflação anual de 8,4% ao final de outubro. Mas muitos economistas acreditam que os preços estão subindo mais fortemente e que o governo está manipulando os dados do Instituto Nacional de Estatística. Os jornais disseram que uma das principais razões para a saída de Peirano foi sua discordância em relação à metodologia da medição inflacionária e à mudança de funcionários na agência de estatística. O Clarín também citou diferenças de Peirano com o secretário de Comércio, Guillermo Moreno, responsável no governo Kirchner pela implementação de acordos com grandes empresas e redes de varejo para manter os preços sob controle.

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