Reprodução/Facebook
Reprodução/Facebook

finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Ministro da Fazenda afirma que inflação pode vir 'um pouco mais alta' em janeiro

Em conversa com internautas via Facebook, Joaquim Levy reafirmou sua posição sobre cortes em gastos públicos e destacou que aumento de impostos pode ser feito 'com cuidado'

Malena Oliveira, O Estado de S. Paulo

09 de janeiro de 2015 | 13h01

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que a inflação em janeiro pode vir mais alta do que o registrado em meses anteriores. Em conversa com internautas via Facebook nesta sexta-feira, 9, o ministro usou um tom informal para falar sobre ajuste fiscal e medidas para o País voltar a crescer.

"Agora, em janeiro, realmente a inflação deve ser um pouco mais alta do que em alguns meses do ano passado. Em parte, é porque, janeiro e fevereiro são meses em que, todo ano, tem mais reajustes, como de escola, IPTU, ônibus, etc. Além disso, para a economia voltar a crescer, temos que fazer algumas arrumações e isso pode mexer em alguns preços", explicou o ministro, citando o resultado de 2014 para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os 6,41% acumulados no ano passado ficaram "dentro do combinado", segundo Joaquim Levy, em referência ao teto da meta do governo, de 6,5%.

Sobre aumento de impostos, o ministro afirmou que medidas podem ser tomadas "com cuidado": "A gente provavelmente terá que pensar em rebalancear alguns impostos, até porque alguns foram reduzidos há algum tempo. E essa receita está fazendo falta. Mas, se houver alguma mudança, vai ser com cuidado e depois de a gente esgotar outras possibilidades".

O ministro da Fazenda reafirmou sua posição sobre cortes em gastos públicos e defendeu as medidas anunciadas para os orçamentos dos Ministérios nesta quinta-feira, 8. A pasta da Educação será a mais atingida: "O governo também mostrou que está cortando nas suas próprias despesas. Aquelas despesas que se chamam de 'custeio', que é para pagar principalmente a máquina do governo. O corte nessas despesas, que foi de 1/3, é essencial nesse momento".

Já para aposentadorias e pensões, Joaquim Levy afirmou que não haverá cortes na modalidade por invalidez e que os benefícios continuarão a ser reajustados pela inflação. Ele defendeu maior rigor na concessão da pensão por morte: "Evitar algumas distorções, que acabam fazendo você pagar por despesas com alguém, por exemplo, que começa a receber pensão de viúvo ou viúva aos 25 anos de idade, e vai continuar recebendo esse dinheiro do governo, talvez por mais de 50 anos, é muito importante. Não faz sentido esse desperdício com o dinheiro do povo".

Chicago boy. Em tom de descontração, Joaquim Levy respondeu à pergunta de um internauta sobre ser um "Chicago boy", adepto de uma linha de pensamento econômico da Universidade de Chicago (EUA), cuja máxima pode ser traduzida pela famosa frase "não existe almoço grátis". O próprio ministro explicou seu significado para o momento enfrentado pelo País: "Tudo que o governo 'dá', é pago pelo contribuinte".

Tudo o que sabemos sobre:
Joaquim LevyFacebookajuste fiscal

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.