Ministro da Fazenda não precisa ser do PT, diz Rui Falcão

Um dia após a presidente Dilma Rousseff (PT) ser reeleita numa disputa acirradíssima, o presidente do partido, Rui Falcão, disse que a legenda não determina quem deve ser ministro e que não se oporia a um ministro da Fazenda que não fosse petista.

REUTERS

27 de outubro de 2014 | 17h02

"O governo não manda no partido e o partido não controla o governo", disse Falcão a jornalistas na sede do PT, em São Paulo.

"É natural que a gente seja ouvido (sobre o novo ministro da Fazenda). Se for um quadro (externo) preparado e leal ao programa de governo que a maioria do povo brasileiro aprovou, não haveria restrição", acrescentou.

Durante a campanha, Dilma disse que o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, deixará o cargo num segundo mandato, a pedido dele por motivos pessoais.

Nesta segunda-feira, Mantega afirmou a jornalistas que o governo fará o melhor resultado fiscal possível neste ano e buscará um esforço maior em 2015. A afirmação ocorre em meio a um cenário em que os números fiscais vêm se deteriorando a cada mês.

Mantega disse ainda que a política econômica do governo da presidente será mantida e reforçada.

Indagado sobre qual nome para ocupar a Fazenda reuniria as credenciais capazes de ajudar a recuperar a confiança de empresários e investidores na economia, Mantega disse que "essa pergunta tem que ser feita à presidente".

"Na verdade estou aqui apresentando as políticas, porque para além dos nomes existem as políticas", disse Mantega.

(Reportagem de Vinicius Cherobino)

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