REUTERS/Murad Sezer
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Ministro da Turquia diz que bancos são saudáveis e que, após crise, país ficará mais forte

Em teleconferência, ministro das Finanças da Turquia, Berat Albayrak, buscou oferecer garantias a investidores internacionais sobre os esforços do governo Recep Tayyip Erdogan em restabelecer a normalidade ao mercado

Associated Press

16 Agosto 2018 | 13h11

ANCARA - Após protagonizar mais um dia de forte instabilidade no mercado financeiro global, a Turquia tenta nesta quinta-feira, 16, apaziguar os ânimos dos investidores e convencer os agentes de que seu governo trabalha para reparar os problemas econômicos que levaram o país a entrar em uma grave crise cambial.

Em teleconferência nesta quinta-feira, o ministro das Finanças da Turquia, Berat Albayrak, buscou oferecer garantias a investidores internacionais sobre os esforços do governo Recep Tayyip Erdogan em restabelecer a paz nos mercados.

Albayrak foi citado pela rede privada NTV dizendo que a economia do país superará flutuações e sairá mais forte das turbulências.

Albayrak comentou que os bancos turcos são "saudáveis e fortes" e que a implementação de reformas estruturais e de uma política monetária restrita para combater a inflação são prioridades. 

O ministro descartou qualquer medida para limitar fluxos de dinheiro e também qualquer assistência do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na teleconferência, Albayrak não parecia especificar se o banco central terá garantias de sua independência nem deu pistas sobre uma eventual permissão para alta na taxa de juros. 

Diálogo entre China e EUA

Nesta quinta-feira, a lira, moeda turca, se fortalece mais ante o dólar. Além da reação dos mercados a fala do ministro das Finanças, o país emergente também se beneficia do bom humor que permeia os mercados  após o governo chinês informar que o país asiático vai realizar uma nova rodada de negociações comerciais com os Estados Unidos em Washington no final deste mês. 

O restabelecimento do diálogo entre as duas maiores economias do mundo pode trazer esperança para o progresso na resolução de um conflito que colocou os mercados financeiros mundiais no limite.

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