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Ministro das Cidades defende reestruturação de governança em estatais de saneamento

Bruno Araújo afirmou que pretende reforçar a governança das concessionárias sob gestão de Estados e municípios e incentivar uma participação maior do capital privado no setor

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

15 Junho 2016 | 18h33

SÃO PAULO - O Ministro das Cidades, Bruno Araújo, afirmou que pretende reforçar a governança corporativa das concessionárias de saneamento sob gestão de Estados e municípios, além de incentivar uma participação maior do capital privado no setor. "Há, nitidamente, a mais heterogênea diferença de qualidade de gestão. Queremos apostar na elevação do nível de governança dessas empresas, tanto as públicas estaduais, quanto as municipais", afirmou Araújo, em entrevista à imprensa após participar de reunião com empresários na sede da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (ABDIB), na capital paulista.

"Estamos agora construindo nossa equipe de saneamento no ministério. Vamos apresentar em breve o modelo e como construir as fontes de recursos para incrementar esse modelo de governança dessas empresas", complementou.

O ministro também defendeu o aumento do capital privado no setor, uma vez que, segundo ele, faltam recursos públicos para execução das obras necessárias para expansão da rede de saneamento no País. "Defendemos uma participação não só do capital privado, mas também do expertise e das tecnologias detidas pelo setor privado", disse.

Além disso, ele criticou a postura da gestão da presidente afastada, Dilma Rousseff, de prometer a governos estaduais o repasse de recursos públicos inexistentes, segundo o atual ministro. "Uma única obra de saneamento prometida responde por 40 anos de orçamento do Ministério das Cidades de 2016", comparou.

Questionado se considera estimular a privatização das concessionárias, Araújo disse que a definição dos aportes privados ficará a critério dos próprios Estados. "As estatais são do governo do Estado e cada governador tem autonomia sobre como vai querer participar do capital privado. Queremos ser indutores para que o capital privado seja mais presente no setor de saneamento", respondeu.

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