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Ministro das Finanças grego deixa o governo

Evangelos Venizelos renunciou depois de ser eleito presidente do Partido Socialista; três integrantes do governo são cotados para o cargo

ATENAS, O Estado de S.Paulo

20 de março de 2012 | 03h07

O primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, aceitou ontem a renúncia do ministro das Finanças do país, Evangelos Venizelos, que foi eleito no domingo presidente do Partido Socialista (Pasok), disse uma autoridade do governo.

O substituto dele deve ser nomeado hoje. Entre aqueles que podem assumir o cargo deixado por Venizelos estão o próprio primeiro-ministro, o vice-ministro das Finanças, Filippos Sachinidis, e o ministro do Interior, Tasos Giannitsis. O novo ministro terá um mandato curto, já que o país deve realizar eleições no fim de abril ou no início de maio. O Pasok está atrás do conservador Nova Democracia nas pesquisas de opinião. "Teremos eleições adiante e eu tive a oportunidade nesta manhã (manhã de ontem), em uma reunião de despedida no Ministério das Finanças, de dar minhas últimas instruções", disse Venizelos, após uma reunião com o presidente grego, Karolos Papoulias.

Recessão. O Banco Central grego alertou ontem em seu relatório monetário que a Grécia tem uma responsabilidade histórica de implementar as promessas feitas aos credores internacionais em troca de ajuda adicional, assim que o novo governo assumir, após as eleições.

No documento, o BC da Grécia prevê mais um ano de recessão econômica no país, e ressalta que as dúvidas sobre a determinação do governo e da sociedade em pressionar decisivamente pelo avanço das reformas ainda permanecem. "Essa desconfiança é justificada. Para permitir que o sentimento melhore e a confiança na economia grega seja restaurada, é preciso que haja um ajuste à nova realidade, implementação estrita do que foi acordado e a correção dos desequilíbrios do passado", alerta o BC grego.

O relatório vem na sequência do alerta feito pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), na semana passada, de que o programa de empréstimo para a Grécia enfrenta riscos "excepcionalmente elevados" e que poderá levar mais de uma década para o país consertar seus problemas de competitividade.

O BC prevê contração de 4,5% no PIB da Grécia neste ano, com potencial melhora em 2013, mas não o suficiente para colocar a economia novamente numa trajetória de crescimento.

Leilões. O leilão de swaps de default de crédito (CDS, na sigla em inglês) da dívida grega, que fornece a melhor estimativa de mercado sobre qual é o tamanho do desconto que os detentores de bônus do país tiveram de assumir, teve resultado de US$ 0,215.

Esse montante é ligeiramente abaixo do ponto médio inicial de US$ 0,2175 e significa que qualquer participante do mercado que tenha bônus gregos conseguirá recuperar US$ 0,785 de cada dólar de CDS vendido.

Com base na estimativa de volume líquido de CDS no mercado, os vendedores de CDS terão de pagar um montante líquido de US$ 2,48 bilhões aos detentores de CDS de bônus da dívida grega. O pagamento elevado é um sinal do tamanho do impacto negativo da reestruturação da dívida grega sobre os detentores de bônus. / DOW JONES NEWSWIRES

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