EFE/Raúl Martínez
EFE/Raúl Martínez

Ministro de Economia do Uruguai diz estar preocupado com crise na Argentina

Danilo Astori disse esperar que o povo argentino consiga encontrar o caminho para deixar má fase e prosperar no futuro próximo

Redação, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2019 | 02h27

MONTEVIDÉU - O ministro de Economia e Finanças do Uruguai, Danilo Astori, disse nesta terça-feira, 13, que está preocupado com a crise enfrentada pela Argentina, mas ressaltou que está preparado para lidar com possíveis contágios.

"Estou preocupado porque o funcionamento da economia está mostrando desequilíbrios muito importantes, como na inflação, no resultado fiscal e sobretudo na evolução do nível de atividade industrial, que mostrou uma trajetória muito negativa nos últimos anos", explicou.

O ministro reconheceu que a situação na Argentina se agravou muito mais rápido do que o previsto pelo governo do Uruguai, mas disse esperar que o povo argentino consiga encontrar o caminho para deixar a crise e prosperar no futuro próximo.

"Há anos estamos reduzindo o 'risco argentino' no país. Conseguimos substancialmente nas questões bancárias e financeiras. Hoje, o Uruguai não tem o grau de exposição que tinha há alguns canos, sobretudo na crise do início deste século. Também diversificamos os mercados para diminuir o risco do comércio de bens com a Argentina", explicou.

No entanto, isso não ocorreu no setor de serviços. Segundo Astori, os argentinos são os turistas que mais visitam o Uruguai. Caso a crise se aprofunde, o segmento deve ser bastante afetado, provocando reflexos sobre a economia.

Eleições

Depois da vitória do opositor Alberto Fernández nas primárias da Argentina no último domingo, 11, o dólar disparou, o risco-país atingiu um novo recorde e o índice Merval, o principal da Bolsa de Comércio de Buenos Aires, despencou, fechando, nesta segunda-feira, 12, em queda de 37,93%.

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, que ficou 15 pontos porcentuais atrás do adversário nas primárias, atribuiu a reação do mercado à falta de confiança dos investidores em Fernández e em sua companheira de chapa, a ex-presidente Cristina Kirchner.

Para tranquilizar os investidores, Fernández vem dando sinais positivos ao mercado, sugerindo que não fechará a economia como Cristina fez durante seu governo e assumindo o compromisso de manter os pagamentos da dívida externa do País. EFE

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